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POLICIAIS CIVIS SÃO ACUSADOS DE SEQUESTRAR FILHA DE PM, NO CEARÁ

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A garota e outras duas pessoas teriam sido também torturadas. Os inspetores exigiam a quantia de R$ 50 mil

Dois policiais civis estão sendo investigados sob a acusação de praticar crime de extorsão mediante sequestro. Os dois servidores são lotados no 6ºDP (Messejana) e teriam usado a viatura da própria distrital para consumar o delito. Entre as vítimas do crime está a filha de um policial militar. Os inspetores estão foragidos, mas, segundo a própria instituição, poderão ser presos nas próximas horas e recolhidos na Delegacia de Capturas e Polinter (Decap).

Um dos policiais foi identificado como José Benedito Ribeiro Lopes. O outro não teve seu nome divulgado, mas, segundo testemunhas do caso, ele se identificou como inspetor Neto. No fim da noite de sexta-feira o caso foi registrado no plantão da Delegacia Metropolitana de Maracanaú. O superintendente da Polícia Civil, delegado Luiz Carlos de Araújo Dantas, esteve na unidade e acompanhou todo o procedimento.

Dinheiro

O caso teve início por volta de 15 horas de sexta-feira quando os inspetores seguiram na viatura caracterizada do 6º DP, uma Hilux adesivada, prefixo 6073, semelhante aos veículos do Ronda do Quarteirão, até a cidade de Horizonte, na Região Metropolitana de Fortaleza. Chegaram a um sítio onde os familiares do cabo PM Raimundo Nunes Fernandes (cabo Nunes) iriam passar o fim de semana. Sob o pretexto de realizarem buscas por drogas, os dois homens teriam sequestrado a filha do militar – uma adolescente que está grávida de três meses – além do caseiro do sítio e um sobrinho dele, um garoto de 17 anos. Outras pessoas estavam na residência e teriam presenciado as torturadas contra os três.

Em seguida, segundo a queixa apresentada pelas vítimas, os policiais levaram as três e passaram a exigir a quantia de R$ 50 mil para que fossem liberadas. As negociações, por telefone, duraram várias horas, até que, no começo da noite, Neto e Lopes concordaram em receber R$ 10 mil na hora e mais R$ 5 mil no dia seguinte. Então, marcaram o local onde o dinheiro deveria ser entregue, nas proximidades da Central de Abastecimento (Ceasa), no Município de Maracanaú. Meia hora depois, os policiais apareceram ainda na viatura. Atrás do carro da Polícia Civil havia um Corolla preto com outros homens.

“Meu pai, junto com meus familiares, conseguiu R$ 10 mil. Eles (os acusados) ficaram com o meu celular para que pudessem receber os cinco mil (reais) no outro dia”, contou a adolescente filha do PM em entrevista à TV Diário. Após entregar o dinheiro aos inspetores, o cabo Nunes teria seguido a viatura até o 6º DP e ali viu quando os policiais deixaram o carro oficial no pátio da distrital e embarcaram no Corolla.

Identificação

O supervisor do Policiamento da Capital, major PM Ricardo Moura, foi comunicado do fato e foi ao encontro do cabo. Segundo ele, a placa do veículo Corolla foi identificada.

Logo após ser ouvida no plantão da Delegacia Metropolitana de Maracanaú, a adolescente contou como os policiais civis agiram no sítio, em Horizonte. “Eles chegaram, abordaram todos nós, acusando que tinha drogas na casa. Cavaram tudo, quebraram tudo. O caseiro foi torturado. Eles colocaram um saco na cabeça. Um deles (um filho do caseiro) chegou a desmaiar, chorou bastante porque nunca pensou em passar uma humilhação dessa”, disse a garota.

Investigações

As investigações em torno do fato deverão ser acompanhas pela Corregedoria Geral dos Órgãos da Segurança Pública. Segundo as primeiras informações, no momento em que saíram da delegacia, os policiais teriam comunicado – via rádio – à Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops) que iriam fazer diligências em Horizonte à procura de drogas. Então, teriam ido ao sítio onde estavam os familiares do cabo PM porque o namorado da filha dele já tem antecedentes pro tráfico de drogas.

FONTE: Diário do Nordeste

GUARDAS MUNICIPAIS SEQUESTRARAM JORNALISTA QUE FAZIA OPOSIÇÃO A PREFEITO DE JUAZEIRO DO NORTE

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O delegado da Polícia Civil de Juazeiro do Norte, Levi Leal, anunciou, esta tarde, em entrevista coletiva, a solução parcial do crime de seqüestro seguido de tortura contra o jornalista Gilvan Luiz, do Jornal Sem Nome.

Foram indiciados dois guardas municipais – Cícero Fecundo Sampaio e Resilânio Jargeu dos Santos – que trabalhavam como seguranças do prefeito Manoel Santana (PT), segundo o delegado.

O terceiro indiciado, Ademilton Alves Vieira, é o dono do carro Corolla usado no seqüestro.

O jornalista fazia oposição ao prefeito em seu jornal.

A Polícia Civil resolveu o crime porque o guarda Cícero Sampaio deixou cair seu celular dentro do Corolla.

O delegado Levi Leal não apresentou o mandante do crime. Alegou precisar de mais três meses para descobri-lo.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, deputado Heitor Férrer, afirma não aceitar o que chamou de “operação abafa”.

O delegado Levi Leal disse que a autoria intelectual do crime tem fortes ligações “com gente do PT de Juazeiro do Norte”, mas inocentou o prefeito Manoel Santana.

“O prefeito Santana não conhecia os guardas envolvidos no seqüestro seguido de tortura e não conseguiu identificá-los e nada sabia. Fizeram essa operação para ajudá-lo em sua administração, mas o prefeito nada sabia”, garantiu o delegado.

FONTE: Blog do Noblat

NOTA DO BLOG: Mais uma vez um jornal de grande circulação veicula uma matéria relacionada a agentes de segurança pública que, no exercício de outra atividade, praticam arbitrariedades em defesa de interesses alheios. Na semana passada, este blog publicou uma matéria relacionada a policiais militares gaúchos que teriam matado um cidadão que frequentou uma boate em que eles trabalhavam para complementar suas rendas (confira a matéria). Hoje, mais um caso de arbitrariedade. E, da mesma forma que o caso anterior onde o dono da boate se eximiu da responsabilidade de seus funcionários, o prefeito denunciado também se exime de sua responsabilidade, alegando que não conheciam os guardas envolvidos. O problema da questão é que muitos ainda não perceberam que o ditado que diz que “a corda só arrebenta do lado mais fraco” tem seu fundamento.

NEM O VICE-PRESIDENTE JOSÉ DE ALENCAR ESCAPA DO GOLPE DO FALSO SEQUESTRO AO TELEFONE

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VICE-PRESIDENTE DIZ TER SIDO VÍTIMA DE FALSO SEQUESTRO, MAS NÃO PAGOU O VALOR

O vice-presidente da República, José Alencar, confirmou nesta terça-feira (27) que foi vítima do golpe do falso sequestro na noite de domingo (25), no Rio de Janeiro. Ele não chegou a pagar o valor pedido pelo suposto sequestrador.

Alencar contou que estava sozinho em seu apartamento quando recebeu o telefonema a cobrar de alguém que dizia ter seqüestrado a filha dele. Logo em seguida, ouviu um choro e uma voz feminina.“ Eu estava sozinho em casa, atendi um cidadão dizendo que havia sequestrado minha filha. Colocou ela no telefone, ela chorou e disse: ‘papai, eu fui assaltada’. E eu tinha absoluta segurança de que fosse ela, pela voz”, disse.

Com a certeza de que se tratava da filha, Alencar disse ter negociado o valor do resgate com o criminoso, que chegou a pedir R$ 50 mil. “Eu dialoguei com o camarada por algum tempo, com paciência, e no fim acabou tudo bem. Ele pediu R$ 50 mil, mas eu disse para ele: ‘eu não tenho nada aqui, eu estou no Rio, eu não tenho dinheiro aqui’”. O homem ao telefone, então, perguntou se ele tinha jóias, ao que Alencar respondeu que não tinha.

Foi aí que o suposto seqüestrador perguntou a atividade profissional de Alencar. O vice-presidente disse ter respondido a verdade: “Sou o vice-presidente da República”. Como que para se certificar, o criminoso perguntou: “Qual o seu nome?” Após a respota: “José Alencar Gomes da Silva”, o suposto criminoso, então, desligou o telefone.

Nesse momento, segundo Alencar, a mulher dele, Marisa, chegou no apartamento e ligou para a filha, Maria da Graça, para checar se ela estava bem. “Ela estava em casa, tudo bem. Não houve tempo [de pagar alguma coisa]. Isso é altamente preocupante [violência]”, disse aos jornalistas na Câmara dos Deputados, logo antes de ser homenageado em plenário.

Segundo o vice-presidente, ele não se desesperou e tentou negociar com tranqüilidade. “Papai nos ensinava uma coisa muito importante. Papai ensinava que o desespero não ajuda. Então eu tive calma. Tudo bem, passou”.

FONTE: http://g1.globo.com/politica/noticia/2010/04/vice-presidente-diz-ter-sido-vitima-de-falso-sequestro-mas-nao-pagou-valor.html

NOTA DO BLOG: Esse tipo de golpe é comum em todas as capitais. O ideal é manter a calma e tentar manter contato com a pessoa que supostamente está sequestrada para verificar a veracidade do fato. Mesmo após constatado que não é verídico, contate a autoridade competende para realizar todos os procedimentos investigativos.