Autor: Glaucia Paiva

Globo emite nota em defesa de Fátima Bernardes e diz que programa “tem enaltecido PMs”

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Por Veja

Imersa em uma intensa polêmica nas redes sociais por ter promovido uma enquete em seu programa sobre quem deveria ser socorrido primeiro em um caso de emergência, se um policial ou um traficante mais gravemente ferido, a apresentadora Fátima Bernardes teve o seu programa defendido pela Globo na tarde desta segunda-feira. Procurada pelo site de VEJA, a comunicação da emissora enviou um texto em que afirma que o Encontro com Fátima Bernardes“preza sempre pelo respeito a todos”. A enquete foi realizada na última quinta-feira, data da estreia de Sob Pressão, longa-metragem de Andrucha Waddington sobre um médico que se vê com dilemas como o levantado pela atração.

“Diariamente, o Encontro com Fátima Bernardes propõe temas e discussões relevantes ao público e à sociedade. No programa em questão, a partir da cena de um filme em cartaz que mostra o dilema ético vivido por um médico em uma emergência, o Encontro não só propôs a reflexão sobre o caso, como também convidou um médico especialista para esclarecer ao público sobre a conduta adequada em situações semelhantes à mostrada no filme, onde a personagem tem que escolher entre atender a um traficante, um policial ou uma criança”, diz o comunicado. “A discussão destacou que as questões éticas da profissão de médico devem prevalecer sobre os julgamentos de valor, concluindo que todos devem ser atendidos, sem distinção, e de acordo com a gravidade de seu caso. No debate deste ou de qualquer outro tema, o programa preza sempre pelo respeito a todos. Tem, inclusive, enaltecido a profissão de PM’s, bombeiros e socorristas no quadro ‘Heróis de Farda’, que mostra aqueles que se destacaram pelo bom exemplo.”

Fátima Bernardes vem sofrendo críticas e ataques de autores identificados como policiais ou simpatizantes da classe, que inundam a internet com críticas ao resultado da enquete. Neste domingo, o deputado Jair Bolsonaro se lançou ao ataque à apresentadora, jogando álcool na discussão.

Enquete de Fátima Bernardes causa revolta entre policiais

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Por Veja

Uma enquete realizada pelo Encontro com Fátima Bernardes na última quinta-feira suscitou uma polêmica que só fez crescer nas redes sociais neste fim de semana. Motivado pela estreia de Sob Pressão, filme de Andrucha Waddington sobre um médico do sistema público que se vê obrigado a decidir quem vai atender primeiro — e por isso, muitas vezes, quem irá salvar –, o programa quis saber, de seus convidados, quem eles socorreriam antes, se um policial ferido ou um traficante com risco de morte.  No longa, há uma cena em que o médico, vivido por Julio Andrade, precisa tomar essa decisão. Os convidados do programa, Andrade entre eles, escolheram atender primeiro o criminoso. Fátima Bernardes vem sofrendo críticas e ataques de autores identificados como policiais ou simpatizantes da classe, que inundam a internet com críticas ao resultado da enquete.

Neste domingo, o deputado Jair Bolsonaro se lançou ao ataque à apresentadora Fátima Bernardes, jogando álcool na discussão. “Como chegamos a esse estado de coisas?”, questiona Bolsonaro em um vídeo publicado neste d0mingo na internet, referindo-se à morte de policiais de um helicóptero que teria sido abatido pelo crime organizado na favela Cidade de Deus, no Rio, no sábado — ainda não está clara qual a causa da queda da aeronave, porém. Em seguida, ele cita o Encontro com Fátima Bernardes entre as razões para o “estado de coisas” que menciona. “Os motivos, podemos identificar alguns”, diz. “Uma mídia completamente parcial, haja visto a questão agora de Fátima Bernardes, que prefere conduzir o seu programa dando mais atenção a um traficante ferido do que a um policial, um herói a serviço nosso nas ruas.”

O site oficial do programa também tem sido alvo de críticas. Em um texto sobre o ator Stepan Nercessian, que socorreu o pai de Fátima após uma queda na rua, um espectador perguntou. “Se, além do pai de Fátima Bernardes, houvesse um traficante gravemente ferido. Quem ele deveria salvar primeiro?” Outro imagina uma história que envolve os filhos da apresentadora: “Fátima Bernardes e os trigêmeos são sequestrados no carro da família, na fuga o sequestrador bate o carro e fica gravemente ferido, Fátima e o gêmeos ficam levemente feridos! Os policiais chegam no local quem eles devem socorrer primeiro? Mãe Fátima e seus filhos ou o bandido gravemente ferido?”

[REFORMA DA PREVIDÊNCIA] Governo não quer comprar briga com a PM e exige contrapartida de Governadores para incluir militares em reforma

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Por O Globo

O governo federal não está disposto a incluir no texto da reforma da Previdência – que será enviado ao Congresso no próximo mês – medidas que alterem as regras de aposentadoria dos policias militares e bombeiros sem uma boa contrapartida dos governadores. Além de apoio explícito do conjunto dos estados, o Planalto quer o compromisso firme dos governadores que vão mobilizar as bancadas no Congresso para ajudar na aprovação da proposta. Só assim, disse um auxiliar do presidente Michel Temer, o Executivo toparia trazer para si – o que significa introduzir na Constituição, um assunto que é de competência estadual.

— Esse é um problema dos Estados e, portanto, os governadores precisam se mobilizar e trabalhar junto às bancadas. O governo federal não vai comprar briga com PM de graça. Só vai incluir o tema na PEC (Proposta de Emenda Constitucional) se houver apoio explícito à reforma e de todos — disse a fonte.

Os governadores podem atuar para convencer as bancadas a apresentar emendas à PEC que alterem as regras de aposentadoria de policiais e bombeiros. Mas seria mais eficiente, segundo uma fonte do Planalto, que o texto já seja enviado ao Congresso com as mudanças. Para isso, é preciso alterar o artigo 42 da Constituição Federal, fixando idade mínima para aposentadoria (de 65 anos) para as duas categorias. Atualmente, esses profissionais podem se aposentar exclusivamente por tempo de contribuição – o que acaba pressionando ainda mais as contas dos estados.

— É provável que essa questão só seja definida na última hora. A não ser que os governadores se mobilizem. Não bastam declarações favoráveis à inclusão da categoria na PEC de um ou de outro — disse o interlocutor.

No caso da Forças Armadas, que são de competência da União, a ideia é enviar junto com a PEC um projeto para alterar o regime de aposentadoria dos militares. Mas as mudanças serão mais pontuais e não devem atingir pensão vitalícia das mulheres e filhas. O tempo na ativa deve subir dos atuais 30 anos para 35 anos e a alíquota de contribuição também deve passar de 7,5% para 11% (para igualar aos demais servidores), ou 14%,, caso a União decida aumentar o percentual para ajudar os estados.

O percentual pago pelos funcionários públicos federais funciona como piso para os estados. Dessa forma, se a União elevar os percentuais, daria respaldo legal aos governadores que optarem por aumentar a contribuição dos servidores para ajudar a reduzir o déficit previdenciário. O aumento da alíquota, no entanto, não constaria da PEC, mas em projeto à parte.

Os aspectos políticos da reforma foram analisados por Temer e ministros mais próximos na semana passada. No encontro, Temer consultou a equipe sobre eventuais alterações na Previdência dos militares de forma geral. Foi aconselhado a não se indispor com policiais militares e bombeiros e enfrentar mais um desgaste político, sem a contrapartida dos governadores. Também colheu a opinião de que as Forças Armadas deverão manter o regime especial.

Segundo relato de um ministro, Temer já analisou todo o texto da proposta técnica da reforma da Previdência e que está faltando apenas o acabamento final. Em linha gerais, a PEC fixa idade mínima de 65 anos para aposentadoria e atingirá trabalhadores com menos de 50 anos (homem) e 45 anos (mulher). Quem estiver acima dessa faixa etária quando a proposta for aprovada, será enquadrado na regra de transição e poderá se aposentar pelas regras atuais, pagando um pedágio de 50% (adicional sobre o tempo que faltava). De acordo com a proposta, a pensão por morte deixará de ser integral e será vedado acumular benefícios (aposentadoria e pensão).

Já há consenso da ala política que a proposta seja enviada ao Congresso logo depois da aprovação da PEC que cria um teto para o gasto público em primeiro turno no Senado, previsto para o próximo dia 30. Enquanto isso, o Planalto já está trabalhando na escolha dos nomes para a comissão especial que vai se debruçar sobre a reforma na Câmara. A ideia é já ir contando número de sessões para agilizar a votação da reforma da Previdência no primeiro semestre de 2017.

Houve quem defendesse o envio da proposta ao Congresso só depois da eleição para as presidências da Câmara e do Senado, em fevereiro. Mas a ideia foi rejeitada e o Executivo já atua nos bastidores para convencer os parlamentares a fazer uma auto-convocação extraordinária em janeiro e assim, acelerar as discussões sobre a reforma da Previdência.

[CRISE NO RJ] PM’s do Batalhão de Choque que se juntaram a manifestantes são presos

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Por O Globo

Os dois soldados do Batalhão de Choque que abandonaram o cordão de isolamento do Palácio Tiradentes, sede da Alerj, e se juntaram aos manifestantes foram presos administrativamente. Em meio ao tumulto em que se transformou o protesto de servidores contra o pacote de cortes do governo do estado, a cena chamou a atenção.

Veja vídeo:

Os militares, que não tiveram os nomes divulgados, foram ovacionados pelos manifestantes. As imagens mostram as pessoas se aproximando e elogiando a atitude da dupla. O vídeo, que foi publicado nas redes sociais, já foi visualizado por milhares de internautas.

[CPRE] Sem bafômetros e talões de multa, patrulheiros ainda pagam por revisão de viaturas

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Por Via Certa

A polícia Rodoviária Estadual do Rio Grande do Norte vem passando por uma série crise administrativa. Falta  material de trabalho e todo tipo de infraestrutura para execução de trabalho dos patrulheiros rodoviários.

Sem talões de multa

O Via Certa Natal em outra ocasião, neste mesmo ano, denunciou a falta de talões para as notificações de ocorrências de trânsito em nosso estado. Agora os policiais do DPRE, ( Polícia Rodoviária Estadual), denunciam que os talonários ficam em poder do oficial de dia e apenas infrações consideradas graves são atendidas.

O sistema funciona da seguinte forma; o policial identifica uma ocorrência considerada por ele grave, solicita a presença do oficial de dia ao local para que seja efetuada a notificação. As infrações médias e baixas não estão sendo notificadas, o que na visão dos policiais é um incentivo ao desrespeito das leis de trânsito e uma desmoralização ao grupamento rodoviário.

Sem bafômetros 

Também neste ano mostramos por diversas vezes o fato em que os bafômetros do DPRE não estavam funcionando, muitos quebrados ou sem aferição.

O problema permanece inalterado e para realizar o teste de bafômetro em um motorista suspeito de embriaguez ao volante, somente em casos de acidentes e também igual ao caso dos talonários com a presença do oficial de dia.

Cota de combustível e revisão de viaturas pagas pelos policiais 

Os patrulheiros denunciam ainda que quando suas viaturas ficam com pouco combustível eles seguem para o posto credenciado para o abastecimento. Chegando lá se a viatura estiver fora do horário estipulado pelo governo é preciso esperar fechar o ciclo.

Viaturas com os policiais muitas vezes ficam à espera da autorização e com isso fora de operação por até três horas.

Existe também o fato de que os próprios policiais rodoviários terem que custear do próprio bolso a revisão das motocicletas para que elas não venham a perder a garantia de fábrica, de acordo com denúncia realizada ao VCN.

Todos os denunciantes pediram sigilo de identidade a respeito das denúncias elencadas acima.

[PAGAMENTO NO RN] Estado paga servidores nesta sexta, mas conclui pagamento dia 26

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Por Tribuna do Norte

O Governo do Estado conclui  amanhã (11) o pagamento de 90% de sua folha salarial. Serão depositados os salários dos 41.231 servidores que ganham entre R$2.001,00 e R$5 mil, segundo a Secretaria de Estado do Planejamento e das Finanças (Seplan). No mesmo dia, também será paga uma parcela de R$5 mil aos 11.283 servidores que recebem acima desse teto. A segunda parcela, independente do valor do complemento de cada salário, será quitada no dia 26 de novembro.

O Governo destaca que os 35.036 servidores que ganham até R$2 mil, além dos 24.085 servidores da Educação e dos órgãos da Administração Indireta que possuem recursos próprios, já receberam seus salários. O pagamento deste grupo teve início no dia 28 de outubro. Assim como ocorreu no mês passado, a folha está sendo paga sem distinção entre ativos, aposentados e pensionistas.

[PAGAMENTO NO RN] Governo anuncia pagamento de servidores que ganham até R$ 3 mil

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Por Glaucia Paiva

Após informar em uma emissora de rádio que o pagamento dos servidores públicos estaduais era “uma coisa imprevisível”, o Governador finalmente anunciou nesta sexta-feira (04) quando iniciaria o pagamento do funcionalismo público.

De acordo com a nota divulgada no site oficial do Governo do RN, o pagamento do funcionalismo iniciará na próxima terça-feira (08) quando receberão os servidores ativos e inativos, além dos pensionistas, que ganham até R$ 2 mil. Já na próxima sexta-feira (11) recebem os servidores (ativos, inativos e pensionistas) que ganham até R$ 3 mil.

Sem informar, contudo, quando os demais servidores recebem, o Governo justifica mais um atraso dos servidores informando que “concluído essa segunda etapa do calendário, 71% dos servidores já terão recebido os salários. Os demais servidores do Estado serão pagos em breve, a partir da disponibilidade de caixa”.

O pagamento do mês de setembro só foi finalizado para todos os servidores do Estado apenas no dia 29 de outubro, quase um mês depois da data estipulada pela Constituição Estadual para que o pagamento do funcionalismo ocorra.