35% da massa de rendimentos do RN vem do funcionalismo público

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Por Tribuna do Norte

dinheiro-pkOs atrasos nos pagamentos dos salários do funcionalismo público não são sentidos somente pelos servidores e suas famílias. O comércio do Rio Grande do Norte retrai e amarga os efeitos dos atrasos. Isso ocorre porque quase um terço de toda a massa de rendimento que circula na economia do RN é oriunda do Serviço Público (Municipal, Estadual e Federal), o que representa, aproximadamente, R$ 661 milhões/mensais. Hoje, no RN, aproximadamente 213 mil pessoas ocupam vagas de trabalho no Serviço Público.

“O setor só perde para a soma dos demais maiores empregadores – Comércio, Serviços, Indústria e Agropecuária. Os números mostram que um terço da massa de rendimento do estado depende do funcionalismo público. Ao atrasar o pagamento, há um comprometimento da economia como um todo”, analisou o economista-chefe do IBGE, Aldemir Freire.

O percentual de servidores públicos no RN é maior que a média do Brasil e do Nordeste, conforme análise do IBGE. O servidor público tem um peso maior no mercado de trabalho do RN do que tem no Brasil e região Nordeste, onde 12,5% e 14,5%, respectivamente, estão ocupadas. O peso servidor também é forte quando comparamos os salários médios, que são maiores do que os dos demais.

“O peso dos servidores públicos na economia acaba funcionando como um colchão amortecedor, impactando não só as famílias. A solidez econômica fica ameaçada em decorrência desses atrasos. Principalmente no Rio Grande do Norte, que não tem diversidade de atividades produtivas e desenvolvimento industrial”, declarou Aldemir Freire.

Se somada a folha de rendimento de todas os trabalhadores, a conta fecha em R$ 2 bilhões. Somente os servidores públicos ganham R$ 661 milhões, ou seja, quase 35% da massa de rendimento vem do funcionalismo, conforme dados do IBGE. “E pode ser mais do que isso, porque se eu pego os quase 575 mil aposentados, todo mês paga R$ 626 milhões, se eu somo o salário dos servidores mais os aposentados, tenho quase R$ 1,3 bilhões , o que é mais da metade do total, isso sem contar com os aposentados do Estado”, analisou Aldemir Freire.

O Estado pediu um empréstimo de R$ 698 milhões à Caixa Econômica Federal (CEF), que deve servir para aliviar recursos próprios do Tesouro Estadual, a chamada Fonte 100, para tentar atualizar a folha de pagamento de pessoal, que vem sendo paga com até 30 dias de atraso para quem ganha remuneração acima de R$ 4 mil em 2017. A aprovação do pedido de autorização do governo estadual já passou na primeira comissão da Assembleia Legislativa, a de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).

Em 2014 e 2015, o Governo do Estado garantiu o pagamento dos salários dos meses de novembro e dezembro, além da segunda parcela do décimo terceiro através de saques ao Fundo Financeiro (Funfir). Somente entre outubro e dezembro do ano passado, aproximadamente R$ 203,2 milhões foram extraídos do Funfir. Para os próximos dois meses, o Governo do Estado não terá como recorrer ao mesmo volume de recursos, pois o Funfir está aproximadamente esgotado. Em 2016 foram utilizados os recursos oriundos da repatriação para pagamento de 13º salário.

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