Kalina Leite confirma saída da SESED para os próximos dias

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Por Tribuna do Norte

Sob a alegação de que o secretário de Segurança Pública “não tem folga” e “abre mão de qualquer feriado, fim de semana, natal, ano novo madrugada” e que a ocupação do cargo configura “um abandono familiar e pessoal”, a secretária estadual da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), Kalina Leite, confirmou publicamente que conversa com o governador Robinson Faria sobre a saída da pasta. “Estou conversando com o governador. Nenhum secretário é definitivo. A gente tá (sic) chegando a algumas conclusões nos próximos dias”, disse Kalina Leite à jornalista Margot Ferreira, apresentadora do Jornal do Dia da TV Ponta Negra, ontem.

Ao longo da entrevista, Kalina Leite não falou em cansaço ou necessidade de afastamento das atividades laborais, mas fez um histórico da atuação enquanto interventora judicial da Fundac, em 2014, e já como titular da Sesed desde o início do ano passado para justificar a possibilidade de exoneração. “Eu tenho conversado, realmente, com o governador nesse sentido. Dois mil e catorze foi um ano de muito trabalho na intervenção judicial da Fundac. Nós estamos conversando nessa possibilidade, sim. Dois mil e quinze também foi de muito trabalho e eu, inclusive, entendo como salutar a mudança de bastão”, pontuou Kalina Leite.

Numa espécie de prestação de contas da gestão, a secretária de Segurança Pública listou as ações que desenvolveu desde que assumiu a titularidade da pasta, em janeiro do ano passado. Kaline Leite elencou a criação da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP/Natal), a promoção de mais de cinco mil militares da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, o aumento salarial de tais categorias e a ampliação da atuação do Setor de Inteligência da Sesed como grandes conquistas. Na ocasião ele comentou que o aumento da violência atinge todas as capitais brasileiras e que é preciso que outros entes públicos cumpram o papel que lhes é peculiar dentro da Segurança Pública, como a iluminação das vias e paradas de ônibus, por exemplo.

Quando questionada sobre a atuação e saída da Força Nacional do Rio Grande do Norte, a titular da Sesed não poupou críticas. “A Força Nacional não atuou de forma ostensiva nas ruas. Veio especificamente para os presídios. Aquelas fugas acontecerem enquanto a Força Nacional estava aqui. Depois que a Força Nacional foi embora, algumas fugas foram abortadas, inclusive, em Alcaçuz”, assegurou. Kalina Leite evitou falar na possibilidade de retorno do efetivo da Força Nacional ao Rio Grande do Norte após os Jogos Olímpicos, razão pela qual foi deslocada do estado sob determinação do Ministério da Justiça.

A retirada total do efetivo da Força Nacional foi confirmada pelo Ministério da Justiça no início dessa semana. Entretanto, há pelos menos três semanas o efetivo da Força Nacional não desempenhava sua atividade-fim, que era reforçar a segurança do entorno dos maiores presídios de Natal e Região Metropolitana. No mês de abril, o quantitativo de militares da Força no estado correspondia a 14% daquele que desembarcara em março de 2015, após as rebeliões simultâneas que destruíram metade das casas carcerárias estaduais. O Ministério da Justiça disse que a saída dos homens é momentânea e com o objetivo de “apoiar a operação de segurança dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, assim como do revezamento da tocha olímpica”. O retorno, porém, é indefinido e está condicionado a um novo pedido oficializado pelo governador Robinson Faria.

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