Candidatos no concurso da PM são convocados para matrícula no Curso de Formação e ainda passarão por investigação social

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Por Glaucia Paiva

pmO Diário Oficial do último sábado trouxe publicada a divulgação do resultado da 3ª etapa, que consistem em exames de saúde, do último concurso realizado pela Polícia Militar do RN para o ingresso ao cargo de Soldado PM.

A divulgação chega após a polêmica causada pela reprovação de mais de 70% dos candidatos no exame psicológico, apesar do mesmo não constar no edital que regia o concurso público. Após dois meses de articulações com deputados e conversas com o Governo, os “824” (como ficaram conhecidos os candidatos remanescentes do último concurso) conseguiram a anulação do exame psicológico, permanecendo apenas o exame psiquiatra como avaliação. Nesse período de discussão sobre a admissibilidade ou não do exame psicológico, a própria Procuradoria Geral do Estado deu a recomendação de que fosse desconsiderado o resultado dos exames anteriores, uma vez que continham testes psicológicos, os quais não estavam previstos no edital.

Com a divulgação do resultado dos exames de saúde, resta apenas aos candidatos a realização do Curso de Formação de Soldado, que possui caráter eliminatório e classificatório. Para isso, o Comandante Geral da PMRN, Coronel PM Ângelo, realizou a convocação dos candidatos para apresentarem os documentos exigidos para a matrícula no CFSd. Os documentos deverão ser apresentados na Diretoria de Pessoal da PM, localizada Quartel do Comando Geral da Polícia Militar, no período de 10 de agosto a 1º de setembro, às 8 horas, obedecendo a ordem de classificação.

Alguns candidatos respondem a processo

A convocação dos candidatos remanescentes no último concurso trouxe à tona informações de alguns candidatos que estariam envolvidos com fatos criminosos, como assaltos, entre outros crimes.

No entanto, esses candidatos poderão ser excluídos do concurso nesta última fase, uma vez que entre os documentos exigidos para a matrícula no CFSd está a certidão de bons antecedentes criminais, certidões negativas emitidas pela Justiça Federal e Estadual Criminal e atestado de idoneidade moral e civil.

Além disso, o edital do concurso afirma que a entrega dos documentos servirá como uma investigação social, a qual verificará a conduta irrepreensível e a idoneidade moral necessária ao exercício da função de policial militar. “Caso seja constatada e fique demonstrada a existência de qualquer fato desabonador da conduta do candidato, sob os aspectos morais, civis e criminais, que o incompatibilize com a condição de policial militar, caberá a comissão organizadora do concurso declarar a sua inabilitação e contra-indicação para o exercício do cargo, promovendo a respectiva desclassificação do certame”, diz o item 8.5 do edital.

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