DESMILITARIZAÇÃO: Coronel critica unificação das polícias e cita outros países que possuem PM

Postado em Atualizado em

Por Agência Câmara

O coronel Winston Coelho Costa, representante da Polícia Militar de Minas Gerais na comissão geral que discute soluções para o combate à violência no País, defendeu a existência da corporação e se manifestou contra propostas de unificação das polícias Militar e Civil – solução defendida por outros debatedores no Plenário da Câmara dos Deputados.

Ele disse que países como a Espanha, a Itália a e a França possuem corporações de Polícia Militar. “Ao contrário do que muitos dizem, a PM não é uma ameaça à democracia”, disse.

Costa disse ser contrário também a outra proposta defendida na comissão geral: uma maior participação dos municípios na área de segurança pública. “Os municípios não aguentam mais essa demanda”, ressaltou. O coronel defendeu outras medidas para melhorar as políticas públicas de segurança no Brasil, entre elas mais investimentos no policiamento de fronteiras e no sistema prisional.

O vice-diretor parlamentar do Sindicato dos Delegados de Polícia (Sindepo), delegado Tiago Costa, apontou a necessidade de “agir nas causas e não nas consequências da violência”. Segundo ele, é preciso flexibilizar regras de licitação voltadas para a compra de equipamentos de segurança e mais investimentos em tecnologia. “Os infratores estão mais bem equipados que a polícia”, afirmou.

O presidente da Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF), Pedro da Silva Cavalcanti, defendeu as corporações policiais no combate à violência. “Quem garante o direito de ir e vir da população é o policial.” Ele lamentou que o debate eleitoral do ano passado não tenha apresentado soluções para o problema da violência no País.

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3 comentários em “DESMILITARIZAÇÃO: Coronel critica unificação das polícias e cita outros países que possuem PM

    MaisUm! disse:
    março 22, 2015 às 19:00

    Como cita a soldado Glaucia em seu blog, “O verdadeiro desafio não é inserir uma idéia nova na mente militar, mas sim expelir a idéia antiga”. O cara é Coronel, tem o poder, e não quer abrir mão dele. É uma mera questão de vaidade da função. Se existisse a unificação dentro das polícias militares (oficiais+praças), com a carreira única, haveria um ganho de qualidade. Por exemplo, no dia a dia, vejo muito praça bem intencionado querendo dar uma opinião para o bem da instituição, mas que é “censurado”, pois é inferior hierarquicamente, mesmo sua idéia sendo boa.

    Interesses coletivos devem se sobressair sobre os individuais!

    Pra frente é que se anda!

    Ocktober disse:
    março 21, 2015 às 21:54

    Não vejo nada de alarmante em:

    “CORONEL critica unificação das polícias e cita outros países que possuem PM.”

    Mas se eu lesse:

    “SOLDADO critica unificação das polícias e cita outros países que possuem PM.”

    Eu iria achar estranho.

    Quem tá lá no alto da montanha só consegue enxergar bem o que está no alto da montanha.

    almir feitosa disse:
    março 20, 2015 às 7:32

    http://portalbo.com/materia/Artigo—A-atual-situacao-das-policias-do-Brasil
    No artigo deste link que postei, quando me refiro ao Brasil ser o único país a ter uma policia militar, na verdade estou me referindo ao modelo de policia militar adotado no Brasil. Existem alguns países no mundo que tem policias militares, porém elas são apenas para atuar em áreas rurais no interior ou em locais restritos do país, e correspondem apenas a uma pequena porcentagem da policia como um todo. Além disso todas elas exercem o ciclo completo de policia. Cabe-se ainda destacar que muitas destas são tidas como parte integrante das forças armadas dos países. Ou seja, todas são totalmente diferentes da PM brasileira. Muitos que defendem a não desmilitarização usam exemplos dessas policias pra dizer que vários países do mundo também tem polícia militar, mas na verdade a semelhança é apenas no nome militar, na pratica são totalmente diferentes.
    O Brasil é o único país que adota um sistema de polícia ostensiva militarizada em âmbito regional.
    Outros países, inclusive na América Latina e Europa, se utilizam de corpos de milícias em abrangência federal. São as Gen­darmarias que se constituem em uma força militar policial, encarregada do policiamento no âmbito da população civil — a palavra provém do francês “Gendarmeria”, em tradução livre “homens em armas”.
    Em vários outros países uma polícia militar é, normalmente, a corporação que exerce a função de polícia no interior das Forças Armadas. Nesse sentido, seu espaço de ação costuma restringir-se às instalações militares, aos prédios públicos e aos seus integrantes. Apenas em situações de guerra e exceção, estas polícias militares podem ampliar o escopo de sua atuação para fora dos quartéis e da segurança de prédios públicos. Atualmente, no mundo inteiro, o modelo de polícia militar é usado por considerável número de países de diferentes aspectos socioeconômicos. Para citar alguns exemplos: Gendarmerie Nationale (França), Gendarmaria Nacional Argentina, Policía Nacional de Bolívia, Cara­bineros de Chile, Policía Nacio­nal de Colômbia, Guardia Civil (Es­pa­nha), Central Reserve Police Force (Índia), Polícia Armada do Povo (China), Polícia de Fronteira (Israel), Policía Federal (México), Guarda Nacional Republicana (Portugal), Arma dei Carabinieri (Itália) e Real Polícia Montada do Canadá.
    Como mostrado, há várias experiências de corpos policiais militarizados pelo mundo, entretanto, diferentemente do Brasil, essas corporações exercerem o papel de polícia ostensiva, preventiva e, ao mesmo tempo, também fazem investigações de maneira autônoma. Tal característica de atuação presente em praticamente todas, com exceção do Brasil, chama-se “ciclo completo de polícia”. É como se 50 mil oficiais da PM exercessem as funções que hoje apenas os delegados podem fazer. Isso também incluiria 550 mil praças — soldados, cabos, sargentos e subtenentes — também fazendo a função de agentes de investigação.

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