Por Glaucia Paiva, via Portal BO

Não é de hoje que os policiais militares do interior do Estado reclamam da falta de condições de trabalho e da preferência que tem os Governos de oferecer “melhores” condições às unidades da capital potiguar.

Se há entregas de viaturas, os militares pertencentes ao Comando de Policiamento Metropolitano são preferidos e contemplados com maior número de veículos em detrimento às unidades do interior do Estado, que recebem (quando recebem) um número ínfimo, e, muitas das vezes, recebem as viaturas substituídas da capital.

Se a realidade na capital já é ruim, no interior do Estado é ainda pior. Muitas das vezes a alimentação é fornecida por prefeituras, empresários, causando até um desconforto e uma dependência política da prestação do serviço público que deveria ser impessoal.

Exemplo dessa preterição é o pagamento de diárias operacionais que primeiro sempre ocorre para os militares da capital, deixando o interior do Estado em segundo plano. Neste carnaval, por exemplo, os PM’s de Natal já embarcaram para reforçar o policiamento no interior do Estado com o dinheiro no bolso, recebendo o valor de R$ 500; enquanto, os militares do interior sequer tem previsão para recebimento do serviço extraordinário prestado.

O fato já é corriqueiro e causa revolta nos PM’s lotados nas unidades do interior. No ENEM, por exemplo, primeiro foram pagas as diárias dos policiais da capital para somente após o interior do Estado.

Em tempos de globalização, parece que a distância vai além de quilômetros.