Heróis esquecidos: Soldado do 9º BPM lamenta não ter salvo vida de jovem vítima de latrocínio na Zona Oeste de Natal

Postado em Atualizado em

Por Glaucia Paiva, via Portal BO

Soldado Paulo, do 9º BPM, tenta salvar vida de vítima de latrocínio no primeiro dia do ano de 2014

O ano de 2014 se inicia e o primeiro vídeo que assisti foi a de um Soldado do 9º Batalhão da PM tentar reanimar um cidadão após ter sido esfaqueado ao tentar reagir a um assalto no bairro de Jardim América, Zona Oeste de Natal.

O vídeo é chocante para quem o assiste, mas uma triste realidade na vida dos policiais militares. Um jovem de aproximadamente 25 anos de idade teve sua vida ceifada por talvez pouco mais de R$ 500, valor dos bens que podem ter levado durante o assalto.

Em seu facebook, o PM que tentou a reanimação fez um desabafo sobre o atendimento dado ao jovem cidadão: “Agradeço por ter confiado em nós, após teres sido ferido, correstes o mais rápido que pôde. Era a corrida pela vida, seu destino era a nossa base comunitária pois confiavas em nosso trabalho e teve a certeza de que lá estaria a salvo”, relata o Soldado Paulo.

O fato demonstrou a persistência de salvar uma vida, contudo toda a dedicação dos PM’s se esbarrou na falta de condições enfrentada todos os dias pelos policiais – outra triste realidade na vida dos militares estaduais.

Ainda em seu facebook, o Soldado Paulo relatou que a falta de rádio comunicador na Base Comunitária dificultou o contato imediato com o CIOSP (Centro Integrado de Operações da Segurança Pública), retardando o socorro especializado do SAMU. “A base não tem um rádio de comunicação, o que retardou o atendimento”, declarou o Soldado e completou: “Aliás, no 9º BPM não temos um HT, apenas os rádios das viaturas. Os policiais das bases ficam desguarnecidos de comunicação”.

O jovem, apesar de contar com a prestação de socorro dos policiais militares, não resistiu aos ferimentos e morreu em frente aos PM’s.

“Tentamos te fazer voltar a vida. Lutamos incessantemente, eu, você e todos os policiais presentes, mas ao final não conseguimos te fazer voltar a vida. Acredite: demos o nosso melhor em te servir e proteger. Adeus”, conclui em seu desabafo o Soldado Paulo.

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