Policiamento em praias do litoral sul é feito por apenas 20 PM’s

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Por Tribuna do Norte

Barreta, Camurupim, Tabatinga, Búzios, Pirangi (do Norte e do Sul) e Cotovelo. Praias conhecidas como tradicionais pontos de encontro de veranistas, hoje estão a mercê da criminalidade. No que se refere a policiamento ostensivo, juntas, todas elas contam apenas com 20 policiais militares que, no período de baixa estação, precisam atender uma população aproximada de quatro mil pessoas. Com um cenário desses, não é difícil imaginar que existem muitas histórias de arrombamentos e assaltos nessa extensa faixa litorânea de cerca de 20 quilômetros.

Agora, no início de dezembro e pouco antes da alta estação, ainda é possível presenciar o abandono. Vê-se poucas pessoas nas ruas e a maioria das casas permanece trancada, vazia. Quem mora no local convive diariamente com o esquecimento do poder público. É o caso de Luzia de Fátima, 51, que mora e possui um mercadinho em Barreta. Ela conta que não se vê viaturas patrulhando a comunidade.

“Aqui não tem segurança nenhuma. Neste ano mesmo já foram uns dois assaltos aqui no meu comércio, a gente chama a polícia, se for o caso, morre, e eles não chegam”, afirmou. Segundo a comerciante, muitas das residências, a maioria de veranistas, já foram alvos de criminosos, que costumam invadir e roubar objetos que porventura estejam dentro dos imóveis.

Isso vem afastando as pessoas da praia. Antes, a localidade recebia turistas aos finais de semana, mas até mesmo no veraneio, Barreta não vem atraindo quem busca descanso no período de férias.

Luzia também é proprietária de uma pequena vila localizada a poucos metros de seu mercadinho. São nove imóveis usados para aluguel, principalmente no verão. O detalhe é que uma dessas locações foi alvo de dois ataques criminosos em menos de um mês. Ainda é possível ver as marcas do arrombamento no imóvel. O portão ainda estava entreaberto. Na porta de madeira está a marca do crime: um buraco feito pelos bandidos.

Abandono

“A casa estava alugada a um pessoal que ia passar a temporada até o assalto. Eles [inquilinos] estavam fazendo uma festa e os bandidos chegaram e assaltaram todo mundo. Depois os inquilinos desistiram e devolveram a casa. Isso foi no último feriado do dia 15 de novembro.

Aluguei de novo a outras pessoas e na semana passada a casa foi arrombada. Por isso gente que antes vinha e alugava logo cedo, hoje está mais difícil de vir. O pessoal não quer vir mais não”, lamentou a mulher.

Na praia vizinha, Camurupim, a situação é parecida. “Passa ano e entra ano e a situação é a mesma: raramente vemos policiais. Neste ano mesmo arrombaram a casa da minha sogra. Eu trabalho usando essa grade por medo; certamente as vendas caíram por essa falta de segurança. Há uns quatro anos sempre tínhamos baixa estação no fim de semana e agora isso acabou”, relata a comerciante Elione Cordeiro, 33, que mora em Camurupim há 12 anos.

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