VÍDEO: Autor de “Elite da Tropa” fala sobre desmilitarização das PM’s

Postado em

Anúncios

3 comentários em “VÍDEO: Autor de “Elite da Tropa” fala sobre desmilitarização das PM’s

    praça frustrado disse:
    setembro 30, 2013 às 19:03

    concordo plenamente com companheiro Getúlio, esses intelectuais falam, falam, mas quando estão no poder não fazem nada pra mudar tal situação, é muita teoria nesse brasil sil sil com b minusculo mesmo, abraço.

      Racionalidade de Policial disse:
      outubro 7, 2013 às 18:27

      Muitos da corporação veem na desmilitarização a única válvula que irá controlar o estado de entropia que se estabilizou no sistema de segurança publica brasileiro. Entropia é um estado de desordem que ocorre com os átomos em um sistema fechado de acordo com o conceito da 2ª lei da termodinâmica, que diz quanto maior for a entropia maior a desordem. Fazendo uma analogia entre os dois sistemas um físico outro social, para o nosso sistema de segurança publica o caos ou a desordem ainda é pior, porque enquanto a entropia só ocorre num sistema fechado afetando apenas os átomos que compõe o sistema, no nosso sistema é diferente, pois como o sistema de segurança publica é abeto em virtude da sociedade viver num estado democrático de direito a desordem afeta não só os agentes de segurança publica mas toda a sociedade Brasileira.
      Os radicais, como já mencionados, na sua maioria são praças e esses alegam vários motivos para defender a desmilitarização, entre os motivos podemos citar a perseguição que dizem sofre ou ter sofrido por parte de oficiais que usam o regulamente apenas para punir, esses policias na maioria não fazem nenhuma distinção entre os que perseguem e os que não perseguem os oficiais ortodoxos e os moderados, alegam ainda que vivem sobre a égide de um regulamento arcaico que não condiz com as novas leis atuais e de terem os seus direitos tolhidos, como por exemplos o direito de fazer greve, uma jornada de trabalho justa definida em lei e tudo isso aliado a falta de oportunidade de ascensão na carreira policial militar, nessa última alegação podemos comprovar a falta de idealismo dos antes militares, porque quem defende a desmilitarização deveria não estar preocupado em ser cabo sargento ou oficial pois esses são característica da hierarquia militar, então deveriam sim estar preocupados em apenas ser um funcionário civil e uma vez sendo civil os critérios para promoção são outros, por exemplo um agente penitenciário estadual dificilmente chegará a ser um diretor de presídio, um professor de escola pode nunca chegar a ser diretor, nem todo agente de policia rodoviária federal é promovido a inspetor ou superintendente. Quanto ao fato de ser perseguido soa como incoerente porque a perseguição existe em todos os setores da administração publica, o Diretor de um hospital persegue os funcionários, um diretor de uma escola também, o chefe de uma repartição e por ai, então isso é um problema de caráter e a desmilitarização não vai fazer um oficial que persegue deixar de perseguir, porque a desmilitarização não vai mudar caráter de ninguém. Não é preciso desmilitarizar por conta da perseguição, os que defendem isso talvez não saibam que assedio moral é crime, constrangimento também. Outros alegam que existem praças que por perseguição são transferidos de suas unidades, ai temos outro problema, o oficial que faz a transferência pode alegar vários motivos sem deixar transparecer que seja uma perseguição embora sendo, ou seja, ele pode usar o poder discricionário para transferir, e o ônus de provar que o oficial está perseguindo recai a praça que esta acusando, mas o oficial ao ser questionado poderá alegar que fez a transferência a bem do serviço publico ou que o militar fez concurso para funcionário estadual e pode ser transferido para qualquer parte do estado, então a desmilitarização não vai corrigir esse problema.
      Arraigados a essa propositura procuram esconder a frustração que carregam, pois muitos antes de servir no militarismo estadual sonhavam em ter um bom emprego, concluir um bom curso universitário e passa num concurso quer fosse para juiz de direto ou promotor de justiça, Delegados de policia, outros queriam ser oficial das forças armadas, policial federal, um advogado bem sucedido, passar num concurso para auditor fiscal ou até montar o seu próprio negocio e viver como trabalhador autônomo, então por diversos motivos muitos jovens não conseguem concretizar seus objetivos e acabam vindo servir na policia militar por pura necessidade e sem nenhuma vocação. Quando entram na instituição alguns jovens sonham com um futuro promissor porque sabem que o militarismo é uma profissão de carreira ascendente o que muitos não sabem e não procuram saber é que o sistema militar estadual esta inchado e não há perspectiva de promoção. No estado da Bahia, por exemplo, existem tenentes que estão há mais de treze anos no posto e não tem perspectiva de quando irá ser promovido a capitão, no Ceará há mais de dez anos não forma uma turma de oficiais, na policia do Rio Grande do norte a última leva de capitães promovidos passaram mais de oito anos no posto de primeiro tenente, quando o interstício mínimo é de quatro anos. Isso em relação a quantidade de oficiais que são poucos, imagine em relação ao efetivo das praças.
      É comum se ouvir nas turmas de alunos soldados muitos dizerem que vieram para a policia apenas para terminar a faculdade e depois vai fazer outro concurso e largar a carreira militar, muitas vezes ou quase sempre esses jovens terminam a faculdade e não consegue passar em outro concurso, então o seu projeto de vida acaba e a motivação que o fez vir para a instituição policial já não existe, o tempo vai passando e com essa passagem vem a face do comodismo, pois muitos são casados e tem família pra sustentar e a única opção que tem é continuar no emprego, o comodismo não passa e se alia a fase da frustração que cria o desanimo e por último a perda da auto estima, o que resta é a decepção, decepção não somente com o sistema político dominante mas com o militarismo que exige dos seus integrantes uma devoção exclusiva ao serviço, uma obediência inquestionáveis aos princípios castrenses, o cumprimento integral as ordens dos superiores hierárquicos a observância diária da disciplina e o respeito a hierarquia, é um verdadeiro sacerdócio, no entanto o que o sistema oferece é muito pouco. Sendo militares por obrigação e não por prazer, passam a ter repulsa a tudo quanto diz respeito ao militarismo. O pior para essas pessoas é a cobrança por parte dos seus familiares e amigos que acreditaram neles, pois sendo essas pessoas inteligentes, muitas com diplomas universitários acreditava-se que em pouco tempo eles irão ser cabos sargentos ou oficiais.
      Nos últimos anos essa decepção tomou uma conotação de anarquismo, ou seja, o que antes era apenas frustração reprimida hoje já não é, mas enquanto esse fenômeno preocupa os militares que ainda acreditam na causa da segurança e que passaram boa parte da vida defendendo a policia militar que servem, os políticos de carreira estão todos encarando tudo na maior normalidade, ou melhor dizendo, fingem que tudo esta bem com a segurança publica e seus integrante e o pior é que essa sensação de que tudo esta em ordem na segurança publica é repassada ao povo através da propagando de governo, enquanto que a decepção da tropa demonstra um ambiente de anarquia visto nas redes sócias de relacionamento e nos diversos Blogs da internet, essas postagens deixa também a nítida falta de profissionalismo bem como a falta de compromisso com a sociedade que ele um dia jurou defender ao receber a investidura de policial militar. Mas essa decepção deveria ser com o sistema político dominante e não com o militarismo, pois o militarismo depende da política e não a política que depende do militarismo e sendo dependente ele também é uma vitima do sistema político corrupto, foi o sistema político controlador que não atendeu as suas expectativas e não a classe de oficias. Não podemos esquecer que investimento em segurança publica melhoria salarial, criação de novo regulamento ou a aprovação de um código de ética depende da vontade política e não da vontade dos oficiais, estes também são controlados pelo sistema, nenhum oficial pode legislar sobre esses temas ou outros.
      A pergunta a ser feita é: A quem interessa a desmilitarização das policias e bombeiros militares do Brasil? A policia brasileira já nasceu militarizada, na época do descobrimento a nossa costa marítima é patrulhada por expedições militarizadas, em 1530 a expedição colonizadora de Martim Afonso de Souza cabia aos militares manter a ordem e a segurança na colônia. Em Portugal no século XVI ser militar era o ápice do estatus social e esse se estabeleceu no Brasil na época da colonização e transcendeu as demais épocas, no Brasil império, na primeira republica, época em que se estabeleceu o coronelismo no Brasil, mais arraigado ainda na região Nordeste. Tivemos três grandes movimentos militarizados na nossa historia que foram o tenentismo, o coronelismo e o golpe militar de 1964, esse por último derrubou o presidente João Goulart eleito democraticamente. A sociedade Brasileira esta culturalmente arraigada ao militarismo. Nas manifestações populares ocorridas nos messes de Junho e Julho de 2013 quando os manifestantes foram as ruas, ali vimos que a sociedade representada pelos manifestantes, pediam o fim da corrupção, exigiam melhorias nos transportes públicos e nos serviços básicos de saúde educação segurança publica investimentos em geração de emprego e mais, mas não se exigiam o fim do militarismo nas policias militares e bombeiros militares no Brasil, exigiam sim o fim da violência policial e a prisão de policiais corruptos, mas isso não significa a desmilitarização dessas forças estaduais.
      Depois de vinte anos de governos militares os políticos civis retornam ao poder, foram anos de repressão, não contra o povo brasileiro, diga-se de passagem, mais contra as elites os políticos e intelectuais contrários ao regime imposto na época, quando o então presidente José Sarney assumiu a presidência ele tinha como meta terminar o seu governo sobre a observância de uma nova constituição e com isso no ano de 1986 teve o inicio dos trabalhos para elaboração de uma nova constituição brasileira, foi a grande oportunidade que a classe política tinha de mudar o sistema de policia no Brasil, mas não mudou, continuamos com o modelo antigo ou seja, um policia judiciária e outra militar cabendo o policiamento ostensivo fardado e ainda com o rotulo de ser reserva do exercito brasileiro, mas porque os políticos não fizeram a mudança constitucional na época deixando os militares estaduais apenas na condição de policias estaduais uma vez que muitos daqueles deputados constituintes eram contrários ao militarismo?
      Após o empchimento de presidente Collor é eleito para presidente da republica o sociólogo Fernando Henrique Cardoso, um intelectual que por conta do militarismo passou cerca de vinte anos de sua vida lecionando no Chile e na França, Fernando Henrique diminuiu o poder dos militares ao acabar com os ministérios do Exercito Marinha e Aeronáutica colocando todos os militares sobre o comando de um civil, depois criou a SENASP Secretaria Nacional de Segurança Publica e colocou todo sistema da segurança no controle de uma secretaria, governou oito anos e não apresentou nenhum projeto de lei para desmilitarizar as forças estaduais, com o governo do sindicalista Luiz Inácio Lula da silva se pensava que as policias iriam ser desmilitarizadas, mas não foi, ele passou oito anos no poder, tinha maioria na câmara dos deputados e no senado, tudo quanto mandava de projeto era aprovado até porque os mensaleiros faziam a tricotagem pra ele, mas Lula não o fez, alias, há quem diga que Lula foi um dos melhores presidentes para as policias, pois foi no seu governo que todos os militares estaduais recebiam uma bolsa em dinheiro pare estudar, nenhum governo investiu em qualificação dos policiais igual ao governo Lula em toda a historia do Brasil e a despeito o presidente Lula foi também um dos que tinha motivos suficiente para desmilitarizar as policias no Brasil, ele chegou a ser preso pelos Militares na época da ditadura. A conclusão obvia é que a classe política dominante não tem interesse em desmilitarizar as policias militares se tivesse já teriam feito.
      Apesar dessa característica da cultura militar em nossa sociedade, as pessoas em geral não sabem sequer fazer a distinção entre um soldado e um guarda, um cabo ou um sargento, quando uma pessoa chama o bombeiro para apagar um incêndio ele não estar preocupado se o bombeiro é civil ou militar, quando alguém chama a policia também não. O que dizer em relação a um sargento que passou vinte e cinco anos de sua vida batendo continência, ou mesmo um cabo ou soldado? Neste estagio da vida profissional eles já não são tão cobrados pelos oficiais, então desmilitarizar pra ele é indiferente, um policial com esse tempo de serviço já apresenta variados problemas de saúde; Insônia, obesidade, nervosismo, depressão, aumento da taxa de colesterol, arritmia cardíaca, problemas de coluna entre outros, seria mais interessante pra ele que não trabalhasse mais no serviço ostensivo de rua. Quanto aos que estão na reserva, o que a desmilitarização vai significar pra ele? Uma lei que garanta ao policial uma aposentadoria aos vinte e cinco anos de trabalho, que garantisse uma autonomia financeira as policias militares estaduais, assim como é no ministério publico e nas assembléias legislativas evitaria a ingerência e a subserviência a políticos, é humilhante saber que policiais no interior pedem comida ao prefeito, pedem pneus pra viatura, água para beber e até material de limpeza para a faxina. Será que a desmilitarização vai acabar com isso

    Getúlio Medeiros disse:
    setembro 30, 2013 às 17:45

    MUITO BOA, A ENTREVISTA E LOUVÁVEL A VISÃO VANGUARDISTA DO DOUTO EM TELA. PORÉM MUITO ME PREOCUPA, POIS ALÉM DAS IDEIAS, OPINIÕES E MANIFESTAÇÕES SIMPÁTICAS E A FAVOR DE UMA PROVÁVEL ‘DESMILITARIZAÇÃO’ DAS CORPORAÇÕES POLICIAIS MILITARES DO PAÍS, E, COMO MESMO FOI ESCLARECIDO, COM RELAÇÃO AO CURRÍCULO DO CIENTISTA ENTREVISTADO, CHEGOU AO CARGO DE SECRETÁRIO NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA, E, NÃO HOUVE A CONCRETIZAÇÃO DE SUAS IDEIAS, SEQUER FORAM COLOCADAS EM PAUTA, PRINCIPALMENTE NO TOCANTE À PRÓPRIA REFORMA DO ATUAL SISTEMA POLICIAL BRASILEIRO.

    SIM, POIS A ‘DESMILITARIZAÇÃO’, PURA E SIMPLESMENTE, NÃO IRÁ MELHORAR EM NADA A SITUAÇÃO DE NOSSAS CORPORAÇÕES, APENAS IMPLICARÁ NUMA OUTRA SITUAÇÃO, QUE É A QUESTÃO DA IDENTIDADE SOCIAL DESSE NOVO SEGUIMENTO, OU SEJA, TORNARIA UMA ESTRUTURA PREPARADA PARA O COMBATE COM UMA CADEIA DE COMANDO ESTRUTURADO NUMA ESTRUTURA TOTALMENTE ACÉFALA. E, ISSO, NUNCA SERÁ BOM.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s