POLICIAIS MILITARES GAÚCHOS QUE FAZIAM "BICO" EM BOATE SÃO PRESOS ACUSADOS DE MATAR CLIENTE

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Dois policiais militares foram presos neste domingo acusados de matar um cliente de uma boate em um bairro nobre de Porto Alegre. Diovani de Pontes Bernardo, de 39 anos, e Thiago de Lima Garcia Vieira, de 27, faziam ‘bico’ como seguranças na casa noturna Roseplace, que funciona desde 1988 no Moinhos de Vento. Eles são acusados do assassinato de Wagner Boeira Cardoso , de 26 anos.

Segundo a polícia, na hora de pagar a conta, por volta das 3h da madrugada, Wagner, que estava acompanhado de um amigo, teria se desentendido com os seguranças do local. Quando saíram da boate, os dois clientes teriam sido perseguidos pelos policiais. Eles foram espancados e Wagner morto com um tiro na cabeça, a poucos metros da casa noturna, na esquina das ruas Dr. Timóteo e Tobias da Silva, na capital gaúcha.

Os policiais, que trabalham no 9º Batalhão da Polícia Militar, acabaram presos na tarde deste domingo. Um deles foi capturado, já em fuga, próximo ao Litoral Gaúcho. Eles foram autuados em flagrante e transferidos para a Penitenciária da Brigada Militar.

De acordo com a polícia, a arma utilizada no crime foi apreendida, assim como as imagens das câmeras de segurança do local. Em depoimento, Thiago, apontado como autor do disparo, rebateu a acusação e disse que foi um tiro acidental.

FONTE: O Globo

NOTA DO BLOG: O “bico”, atividade comum entre a maioria dos policiais, é uma atividade ilegal, já que aos policiais é exigida disposição integral ao serviço policial militar. Porém, muitos policiais ainda recorrem a tal artifício para complementar a renda familiar, já que os salários pagos pelos estados são considerados baixos. Ocorre que os policiais sujeitos a tal atividade estão sujeitos a todos os riscos inerentes à atividade policial, com um agravante: estão sem farda. Se por vezes somos desacatados no exercício de nossa profissão, imagine quando somos enfrentados por civis que desconhecem nossa farda. Quando estamos no “bico” somos apenas mais um vigilante, não temos nossas autoridades impostas pelas nossas fardwas, e precisamos ponderar em algumas situações já que muitos que ali frequentam não sabem nossa real profissão.

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