POLICIAL CIVIL ARMADO É IMPEDIDO DE ENTRAR EM BANCO E PRENDE TRÊS PESSOAS

Postado em Atualizado em

Três pessoas foram presas, no fim da manhã desta sexta-feira (4/6), por não autorizarem a entrada de um policial civil da Divisão de Operações Especiais (DOE) em uma agência do banco Itaú, na quadra 28 do Guará II. O policial foi barrado no estabelecimento por estar portando uma arma de fogo e entrou na agência depois de quebrar a porta com o braço.
Quando a porta eletrônica impediu a entrada do agente, o vigilante da agência reiterou que, armado, ele não poderia ter acesso ao local. “O policial pediu para falar com a gerente, que confirmou que ele não poderia entrar com a arma”, disse a delegada plantonista da 4ª Delegacia de Polícia (DP), Débora Albuquerque Couto.

A delegada informou ainda que, depois de entrar em contato com um delegado da DOE, o policial tentou falar com a gerente novamente e esta, mais uma vez, não permitiu a entrada. De acordo com o depoimento prestado, o policial civil falou mais uma vez com o mesmo delegado, que autorizou a voz de prisão da gerente e do vigilante, por desobediência e constrangimento ilegal.

Prisão

Após quebrar a porta e entrar no local, junto a outro agente do DOE, ele prendeu a gerente e o vigilante, além de uma terceira pessoa que teria filmado toda a ação em seu celular. No entanto, de acordo com a delegada, essas imagens não existem. Essa terceira pessoa disse à policia que era policial militar, mas os agentes da 4ª DP, localizada no Guará, checaram que a afirmação não procede.

O policial foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para realizar exame de corpo e delito. O vigilante também pediu encaminhamento ao IML.

A gerente e o vigilante responderão por desobediência (15 dias a seis meses de detenção) e constrangimento ilegal (três meses a um ano de detenção), e a testemunha responderá por identidade falsa (três meses a um ano de detenção ou multa). Eles também assinaram um termo circunstanciado, pois o crime é considerado de menor potencial ofensivo.

FONTE: Correio Braziliense

NOTA DO BLOG: Pelo Estatuto do Desarmamento o porte de arma é conferido, entre outros casos, aos policiais federais, policiais rodoviários federais, policiais civis, policiais militares e bombeiros militares. Segundo mesmo estatuto, as pessoas previstas terão direito de portar arma de fogo de propriedade particular ou fornecida pela respectiva corporação, mesmo fora de serviço. Esse não é o primeiro caso de que um policial foi impedido de entrar em uma agência bancária por portar arma de fogo. O Tribunal de Justiça de Goiás obrigou o Banco HSBC a indenizar em R$ 10 mil um policial militar , por ter impedido seu acesso ao banco por estar portando uma arma. O Tribunal entendeu que, identificada a condição de agente público, assim como a autorização do porte de arma, a entrada no banco deve ser imediatamente autorizada. Após adotar esse procedimento, torna-se indevida qualquer restrição. A situação de policial, como agente de segurança que detém o porte de arma, deve ser levada em consideração já que é obrigado, inclusive, a trazê-la consigo, sem descuidar-se ou conferir sua guarda a terceiro, sob pena de incorrer em falta grave.

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328 comentários em “POLICIAL CIVIL ARMADO É IMPEDIDO DE ENTRAR EM BANCO E PRENDE TRÊS PESSOAS

    Bruno disse:
    fevereiro 22, 2018 às 11:09

    E sobre a presença de policial apaisano armado em Pub, barzinhos?

    Sou policial, cheguei a um Pub, identifiquei-me aos seguranças, apresentando minha funcional e informei que estava armado. Ele verificaram e confirmaram minha identificação, logo permitiram minha entrada mediante pagamento do ingresso.

    Entrei, consumi, bebi normalmente, e após algumas horas o proprietário apresentou-me e exigiu que eu saísse do estabelecimento, pois não aceitava policias armados lá, e que se soubesse não teria permitido minha entrada. Eu recusei sair, pois eu já havia pago para entrar e havia minha apresentado como policial, sendo autorizada minha entrada, e que a falha não foi minha. Sem muitas delongas, o proprietário se retirou e alguns momentos depois uma guarnição de PMs adentrou a festa e foi até o local onde eu estava. Chamaram-me para conversar, e após a conversar, por consideração, respeito e conveniência, resolvi retirar-me do local.

    Por tudo isso, resolvi entrar com uma representação civil contra a empresa. No momento que eu estava formulando a representação, a pessoa que registrou ressaltou que eu era militar, que talvez o local onde eu estava não era apropriado para a conduta militar e que eu tinha ingerido bebida alcoólica, e perguntou se eu tinha certeza se queria entrar com aquela representação, pois eu poderia levar “um puxão de orelha” do juiz e ainda perder a causa. Eu afirmei que a questão de eu ser ou não militar e de estar num local adequado ou não é algo de competência da polícia militar e, portanto, algo da esfera administrativa. Que o que aconteceu foi algo entre estabelecimento e cliente, que antes de eu ser militar, sou cidadão amparado pelos mesmo direitos fundamentais que qualquer outro cidadão, que fui constrangido e refém de um erro do estabelecimento e não meu, pois se eu tivesse sido informado, antes de pagar para entrar, que não era permitido policias armados, eu não teria feito caso e teria retornado para casa.

    caetano disse:
    setembro 21, 2017 às 19:11

    gente tenho uma dúvida, o policial civil tem direito de entrar em uma agencia financeira portando sua arma mesmo se essa agencia for em outro estado a qual presta serviço publico?
    e se caso nao seja autorizado a entrada portando sua arma, o mesmo pode dar voz de prisão? lembrando que o policial civil esta fora do estado para o qual presta serviços.
    e se eu como vigilante liberar a porta, meu cordenador pode me dar justa causa ?

      Luiz Carlos disse:
      outubro 9, 2017 às 6:59

      O porte é federal. Válido em todo território brasileiro.

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      Glaucia Paiva respondido:
      outubro 9, 2017 às 7:18

      Olá, amigo. Bom dia! Olha o porte de arma de fogo é válido em todo o Brasil. Se ele tiver com porte institucional nele também deve constar que vale em todo o Brasil. Ocorre que é um direito que independe de autorização de gerente bancário para ser exercido. Então ele tem sim o direito de entrar armado, podendo se identificar na agência sem problemas.

    Alexandre disse:
    junho 4, 2017 às 21:41

    Ninguém deve andar armado em um local público…
    Jamais atenderia uma pessoa armada em um Hospital…
    Me recuso veementemente…
    Acho isso um absurdo…
    A lei não está do lado do cidadao…


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      DANIEL disse:
      junho 5, 2017 às 11:47

      Sou Policial e não ando desarmado em momento nenhum, corro risco 24 horas em função das prisões que participo diariamente e, por lei, tenho obrigação de intervir de alguma forma se algum crime ocorrer na minha presença, mesmo que fora do meu horário de serviço, coisa impossível de se realizar quando desarmado. Não é uma questão somente do policial querer andar armato o tempo todo, é necessidade e instrução. Caso solicitado, ou para entrar em um local privado que tenha atendimento ao público, deve sim se identificar mostrando a funcional, pois somente ela prova que é um Policial e que tem tal autonomia para andar armado. Não existe ilegalidade em estar 24 armado, mas pode existir se o policial precisar agir e não o fizer por estar desarmado. Se eu chegar em um hospital e não for atendido por estar armado, o que devo fazer? Guardar minha arma no carro? Nunca, isso é burrice, pois será mais uma arma na mão de bandidos? Entregar para alguém do hospital? Não, pois é ilegal e a possoa que pegar a arma também estaria cometendo um crime! Talvez um cofre no hospital seria uma opção, mas dês que eu esteja em condições, prefiro que ela esteja comigo! Não atenda um polocial armado em um hospital e responda por sua omissão, pois ele está dentro da legalidade!

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    Fabio Giehl disse:
    maio 14, 2017 às 8:36

    A existência da probabilidade de ter carteiras falsas não exime o policial de se identificar pois há leis obrigando e responsabilizando civilmente o banco quanto à segurança dos usuários e seus bens, portanto há uma delegação embora não explícita em lei geral. O mínimo que o policial deve fazer é colaborar, não é questão de quem manda mais e os egos envolvidos.


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    Marcos Branco disse:
    fevereiro 12, 2017 às 10:07

    Olha ru não entrndo nada de armas,mas não gostei da atitudesm do vigilante e fodo gerente do Banco,poxa o cara e polícial,ja imaginou se fosse um bandido ? Se o policial se indebtificou deixasse ele entrar.

    P U L I Ç A disse:
    outubro 25, 2016 às 12:38

    Tem que prender todo mundo mesmo. Está certíssimo.
    Vai ganhar um PAD, mas, também vai ganhar Danos Morais.

    Harley Maia Müssnich disse:
    junho 30, 2016 às 4:08

    JÁ FUI VIGILANTE DE AGENCIA BANCARIA, E HOJE SOU POLICIAL. VIGILANTE NÃO RESPONDE POR ATOS ADMINISTRATIVOS, ELE CUMPRE O QUE O GERENTE DA AGENCIA DETERMINAR, VINDO A ESTE A RESPONSABILIDADE DA ORDEM, E POLICIAL SABE O PROCEDIMENTO CORRETO PARA ENTRAR ARMADO EM AGENCIA BANCARIA. NO MAIS, NÃO HÁ CLAREZA JURÍDICA PARA ISSO. BEM COMO PARA OUTRAS TANTAS COISAS.

      Fabio Giehl disse:
      maio 14, 2017 às 8:37

      A existência da probabilidade de ter carteiras falsas não exime o policial de se identificar pois há lei obrigando e responsabilizando civilmente o banco quanto à segurança dos usuários e seus bens, portanto há uma delegação embora não explícita em lei geral. O mínimo que o policial deve fazer é colaborar se identificando, não é questão de quem manda mais e os egos envolvidos.


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    walter andre disse:
    junho 14, 2016 às 15:22

    Vejo aqui que o paternalismo exerce o poder extremo! vcs deveriam ler o art. 144 da constituição federal.

    OAB disse:
    abril 3, 2016 às 11:35

    Vamos tratar o Policiais como marginais e exigir que eles provem o contrário, vamos inverter o que diz a Constituição Federal e acabar com a presunção de inocência.

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