DESEMBARGADORA DE SANTA CATARINA TENTA DAR "CARTEIRADA" EM BLITZ

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Uma desembargadora do Tribunal de Justiça de Santa Catarina bateu boca com policiais para tentar evitar a apreensão de um veículo conduzido pelo filho. O caso ocorreu durante uma blitz na quinta-feira (15), em Florianópolis. Um dos policiais registrou a discussão em vídeo com um celular.
Segundo a PM, logo depois de ser parado numa blitz e sido informado que o carro, um Celta, seria apreendido por estar com multas vencidas, o filho da desembargadora do TJ Rejane Andersen teria ligado para a mãe. Ela chegou 15 minutos depois e, de acordo com a PM, teria interferido para que o carro não fosse apreendido.

No registro do celular de um dos PMs, a desembargadora, depois de gritar com os policiais, cita o cargo que ocupa no TJ.

“O senhor sabe quem eu sou?”, questiona a desembargadora para um dos PMs.

“Não”, responde um policial.

“Não sabe? Sou desembargadora do Tribunal de Justiça”.

“Que bom. A senhora deveria dar um exemplo melhor”, diz o policial.

De acordo com a PM, as multas do carro foram pagas na sexta-feira e o carro liberado. Em nota enviada à Folha, a AMC (Associação dos Magistrados Catarinenses), entidade que representa os juízes e desembargadores de Santa Catarina, defendeu a desembargadora e informou que o vídeo “omite as provocações e ameaças feitas pelos policiais militares”.

De acordo com a AMC, “não houve abuso de autoridade por parte da magistrada. O que houve foi a exigência, por parte da desembargadora, de respeito a sua condição de magistrada e cidadã”.
A reportagem também tentou falar com a desembargadora, mas não conseguiu.

site::: http://www.folhaonline.com.br

Em nota de esclarecimento, a Associação dos Magistrados Catarinenses afirma que a referida desembargadora foi destratada pelos policiais quando “solicitou” que liberassem os veículos apreendidos antes da chegada do guincho. Afirma, ainda, a nota que a dita desembargadora “evidenciou” sua condição “ante a ameaça arbitrária e descabida de uso de algemas”.

NOTA DO BLOG: Toda a ação desenvolvida pelos policiais foi legal do início ao fim. Ora, somos agentes da administração pública e, como tais, devemos cumprir seus princípios, em especial o “princípio da legalidade” e o “princípio da impessoalidade”. É comum em nossas abordagens policiais diárias, vir pessoas, como a desembargadora acima, dizer que é alguém importante ou parente de alguém importante. Pelo princípio da impessoalidade, a administração (bem como seus agentes) não pode, no exercício da atividade administrativa, atuar com vistas a prejudicar ou beneficiar pessoas determinadas, uma vez que o seu elemento norteador é o interesse público.

Policiais 01 x 00 Desembargadora

Quanto ao uso de algemas, é lícito o seu uso em casos de resistência e de fundado receio de perigo à integridade física própria ou alheia, o que era evidente na exaltação da desembargadora.

Policiais 02 x 00 Desembargadora

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