Soldado Glaucia

"O verdadeiro desafio não é inserir uma idéia nova na mente militar, mas sim expelir a idéia antiga" (Lidell Hart)

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SOLDADO DO BOPE MORRE AFOGADO REALIZANDO TREINAMENTO PARA O TAF DA FORÇA NACIONAL

O soldado do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) Carlos Alberto do Nascimento, 38, faleceu na manhã de hoje, durante um treinamento em uma lagoa de Extremoz. O soldado e outros 14 policiais estavam treinando “por conta própria” para um curso que será realizado pela Força Nacional de Segurança Pública. O soldado Alberto como era conhecido pelos colegas havia trabalhado durante toda a noite e decidiu ir com os amigos para o treinamento. De acordo com informações do comandante da corporação major Marcus Vinícius, os treinamentos estavam sendo realizados pelos policiais, rotineiramente, e o que aconteceu com o soldado foi uma fatalidade. “Eles treinam de farda e com coturno. A lagoa não é funda. Acreditamos que ele possa ter passado mal”.

Assim que os colegas do policial perceberam que ele não estava bem, socorreram Alberto. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado. O soldado foi socorrido para o Hospital Santa Catarina, mas chegou sem vida. O corpo foi encaminhado para o necrotério da unidade hospitalar. Alguns parentes da vítima estiveram no local. Abalados, preferiram não falar sobre a morte prematura do policial.

Segundo Marcus Vinícius, Alberto era considerado um policial exemplar. “Ele vai fazer muita falta”. O soldado entrou para a Polícia Militar em 1997. “Ele estava no Bope há cinco anos”, disse o comandante. Carlos Alberto era casado e deixa cinco filhos.

FONTE: Tribuna do Norte

NOTA DO BLOG: Infelizmente uma fatalidade ocorreu na tarde de hoje. Um policial militar com o desejo de se tornar um membro da Força Nacional de Segurança Pública falece ao treinar para o TAF. Atualmente, o TAF da Força Nacional prevê a flutuação com fardamento completo, além do interessado nadar 50 metros também com fardamento completo no tempo máximo de 4 minutos. O Ministério da Justiça enviara um ofício convocando 17 policiais militares do RN para fazerem parte do efetivo da FNSP, onde 12 vagas seriam destinadas para cabos e soldados. Lamentável o que aconteceu com o soldado Alberto e fica o pesar de todos os irmãos de farda.

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POLICIAL FALA SOBRE A PERDA DE AUDIÇÃO NO CURSO DE FORMAÇÃO

Devido muitos estarem criticando o fato de um policial militar ter perdido a audição no Curso de Formação de Soldados (CFSd) no ano de 2006, realizado no Centro de Formação e Aperfeiçoamento da Polícia Militar, o policial envolvido resolveu esclarecer alguns fatos e desabafar o que passou.

A exposição a sons intensos é a segunda causa mais comum de deficiência auditiva. Muito se pode fazer para prevenir a perda auditiva induzida por ruído, mas pouco pode ser feito para reverter os danos que ela causa. Algumas vezes, uma simples e única exposição a um som muito intenso pode ser suficiente para levar a um dano auditivo irreversível. Isso ocorre porque o som de alta intensidade lesa as células sensoriais auditivas, causando perda auditiva proporcional ao dano gerado, podendo levar a zumbidos e distorção sonora.

Muitos falaram, inclusive neste blog, sobre o fato de nos Cursos de Formação o policial não atirar o suficiente para que possa acarretar uma perda auditiva. Em um ambiente estritamente residencial urbano ou de hospitais e escolas o nível de ruído máximo permitido durante o dia é de 50 decibéis e, durante a noite é de 45 decibéis. Normalmente, o ouvido humano é incrivelmente sensível a uma grande quantidade de atividades acústicas. Segundo o Ministério do Trabalho, em 8 horas o nível de ruído não pode ultrapassar 85 decibéis e em 7 minutos não pode ultrapassar 115 decibéis.

Geralmente, quando atiramos com um revólver calibre 38 o nível de ruído chega a 94 dB, podendo variar com o ruído de fundo do ambiente. Um tiro de calibre .40 pode chegar a 103 dB, bem como de calibre 12. De acordo com NR 15 (norma regulamentadora), o ambiente de um stand de tiro é um ambiente insalubre, necessitando utilizar EPI’s (equipamento de proteção individual) durante os treinamentos.

Segundo o soldado, que prefere ter sua identidade preservada, em nenhum momento foi utilizado equipamentos de proteção individual, como os abafadores (protetores auditivos) na instrução de tiro, que, ressalte-se, não estava prevista no Quadro de Trabalho Semanal (QTS) dos pelotões envolvidos. Para o policial, que sofreu tal privação de um de seus sentidos, relembrar o caso ainda é angustiante, já que sofreu humilhações por parte de superiores e companheiros, sendo taxado até mesmo de mentiroso pelos próprios companheiros.

Confira o relato do policial sobre o acontecimento.

Aos amigos e aos críticos,

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte resolveu, por si só, tornar público via Internet o resultado da decisão judicial referente à minha perda auditiva, como todos tomaram conhecimento. Daí a imprensa natalense, leiam-se os Jornais online Diário de Natal, Tribuna do Norte e Nominuto também noticiaram o meu caso, bem como alguns blogs de policiais militares do RN.

Como ser humano, confesso que tive uma sensação de pesadelo quando vi pela imprensa minha história da perda auditiva. É como se fantasmas do passado ressurgissem de repente. Na verdade, eu não gostaria de ter vivido isso, porém procuro administrar os fatos da melhor maneira possível.

A maioria das pessoas que toma conhecimento do ocorrido critica e questiona a veracidade da lesão. Isso é perfeitamente normal já que a minha lesão não se vê externamente. Alguém questiona até se os alunos da PM efetuam muitos disparos com arma de fogo, alinhando-se dessa forma ao discurso de que quase não há instrução de tiro. Uma ideia como essa demonstra a falta de conhecimento sobre o dia a dia da Corporação e suas instruções escolares.

Nunca é fácil lembrar-se desse passado em que lutei com todas as forças para sobreviver na PM e provar que sofri a lesão ora discutida. Porque a Instituição nunca procurou contemporizar os fatos e sempre ignorou a lesão provocada naquela instrução de tiro. A PM chegou a afirmar que não houve nenhuma instrução de tiro naquele dia 28/09/2006. A despeito disso, ainda assim continuo tendo orgulho de participar dos seus quadros, uma vez que reconheço a tentativa de defesa da própria Polícia. Reconhecer o seu erro seria algo sublime, porém isso não existe e sejamos sinceros.

Lembro de mais de que o meu pelotão do CFSd 2006 recebeu a determinação para está em forma às 14h00 do dia 28/09/2006 (quinta-feira) lá no stand de tiro da Unidade Escola. O Quadro de Trabalho Semanal (QTS) daquele dia assinalava que não haveria aula à tarde. Eis ai o motivo da PM ignorar tal instrução de tiro. No stand, reuniram-se o 7º e o 8º Pelotões do CFSd 2006 com 120 alunos total. Foram dispostos 10 alunos na linha de tiro e mais 10 alunos que ficavam à retaguarda daqueles. Os demais ficavam à sombra de uma árvore. Cada aluno efetuou cerca de 20 tiros sem qualquer equipamento de segurança. O meu problema é que fiquei muito tempo à retaguarda dos atiradores, porque a minha equipe foi atirar e eu precisei, por ordem, ficar no lugar de um aluno que teve problemas em sua arma, e ele subiu com minha equipe à linha de tiro. Sendo assim, ouvi os disparos da equipe que antecedeu o meu grupo, ouvi os disparos do meu grupo que avançou e ouvi os disparos da equipe que atirou junto comigo. As pessoas esqueceram-se disso, mas eu lembro porque algo me marcaria para sempre.

Para quem não sabe, a disacusia neurossensorial bilateral é uma lesão auditiva acidentária provocada repentinamente ou por longa exposição a ruídos de alta intensidade. Nessa última forma, o paciente teria que levar anos para apresentar a lesão. Eu nunca trabalhei em fábrica ou em qualquer espaço que tivesse ruídos dessa maneira. Isso significa que não há possibilidade nenhuma de ter entrado na PM com essa lesão auditiva. Outrossim, alguém falar que os alunos soldados quase não atiram é uma ignorância e desconhece aquela instrução de tiro no stand do CFAPM em 28/09/2006, bem como desconhece o número de alunos soldados envolvidos naquela aula.

Aos críticos, gostaria de saber se eles queriam viver uma depressão devido aos constrangimentos e privações decorrentes do problema auditivo adquirido numa instrução de tiro? Eu vivi e sobrevivi. Quem gostaria de ser chamado de “doente” aos berros na presença de uma tropa pelo simples fato de estar com uma lesão auditiva e ser uma figura que ameaça a atividade operacional? Alguém gostaria de ganhar R$ 15.000,00 reais para reduzir bilateralmente a sua própria audição em grau moderado a severo em situação progressiva?

Durante todos esses anos, procurei ser um profissional competente e cumpridor dos seus deveres, procurei me dedicar à educação e ser um bom instrutor de História da PM, cultivando a ética e o respeito para com todos. A falta de audição nunca me impediu de realizar aquilo que está em minhas possibilidades. A postura da PM em ignorar o problema que aconteceu comigo nunca foi motivo suficiente para eu deixar de respeitá-la e procurar zelar pelo seu nome na sociedade. A grandeza do ser humano também consiste em reconsiderar as coisas e até perdoar. Mas sendo honesto consigo mesmo e com os outros.

Soldado PM RN

Matéria criada pela Sd Glaucia, com informações do Soldado PM RN

ALUNO DA PM PERDE AUDIÇÃO EM TREINAMENTO E SERÁ INDENIZADO

Ele perdeu a audição em razão do não fornecimento nem de orientação de como usar protetor auricular por parte do Comando da Polícia Militar.

Um candidato ao cargo de soldado da Polícia Militar que participava de treinamento de tiro com arma de fogo no curso de formação de soldados da PM ganhou uma ação movida contra o Estado do Rio Grande do Norte e será indenizado em R$ 15 mil. Ele perdeu a audição em razão do não fornecimento nem de orientação de como usar protetor auricular por parte do Comando da Polícia Militar. A sentença é da 5ª Vara da Fazenda Pública de Natal.

Na ação, o autor informou que passou em todas as etapas do concurso público para carreira de soldado da Polícia Militar, realizado em janeiro de 2006. Homologado o concurso, ingressou no curso de formação de soldados, realizado no Centro de Formação e Aperfeiçoamento da Polícia militar do RN -CEAPM.

Ele afirmou que ao longo do curso de formação os alunos são submetidos a treinamento de tiro com arma de fogo, tendo a primeira aula sido realizada no dia 28 de setembro de 2006.

Porém, de acordo com o autor, neste treinamento, o Comando da Polícia Militar não forneceu, nem orientou seus alunos a utilizar qualquer protetor auricular ou abafador/concha, aparelhos normalmente utilizados para proteger a audição. Segundo o autor, durante sua instrução de tiro sentiu um desconforto auditivo e afirmou que o mesmo se devia ao elevado número de disparos realizados naquele dia.

O autor alegou ainda que o referido desconforto prolongou-se pelos dias seguintes, o que levou o autor a procurar auxílio médico. Ele disse ainda que se submeteu a sucessivos exames médicos (audiometrias), nos quais fora diagnosticada sua perda auditiva em decorrência da falta de proteção auricular na instrução de tiro, conforme aponta o laudo médico produzido pelo Otorrino da PM.

Em dezembro de 2006, foi encaminhado para a Junta Médica, na qual obteve a dispensa das atividades ostensivas. Assim, ficou atuando em diversas funções internas, até ser dispensado definitivamente do serviço ostensivo em junho de 2007. assinala que sua perda auditiva causou-lhe profundos transtornos e privações. Ao final, pediu indenização pelos danos morais que suportou e também a sua manutenção nas funções amparadas por decisão médica, permanecendo afastado do serviço ostensivo e de guarda.

Para a juíza Ana Cláudia Secundo da Luz e Lemos, as provas dos autos constatam a omissão do Estado, representada pela sua negligência à proteção dos servidores em formação, plenamente demonstrada diante do comando constitucional que prevê o dever geral da Administração de reduzir os riscos inerentes ao trabalho desempenhado por seus agentes.

Segundo a magistrada, a obrigação estatal foi esquecida pelo Estado, que promoveu o Curso de Formação de Soldados da Polícia Militar, sem disponibilizar aos seus alunos, o equipamento necessário à redução dos riscos de seu desempenho. Ela destacou que a formação do policial é imprescindível à assunção de suas funções e, portanto, deve ser empreendida de forma hábil a garantir a futura aptidão integral para o serviço em prol da segurança pública. “Por tal razão, há de ser imposta a devida segurança e a devida salubridade nas atividades de formação”, afirmou.

De acordo com a julgadora, no caso, o Estado agiu com culpa ao negligenciar a segurança indispensável à garantia da saúde dos policiais em formação, o que culminou na lesão experimentada pelo autor, conforme concluem os laudos médicos. Ela determinou ainda que o Estado deverá contribuir com a melhoria da qualidade de vida do autor, proporcionando-lhe a oportunidade de exercer suas funções, de acordo com suas novas limitações, em cumprimento aos princípios da dignidade humana e do valor social do trabalho, encartados no art. 1º, III e IV, da Constituição Federal.

FONTE: Nominuto

INQUÉRITO MILITAR INDICIA 22 PESSOAS POR MORTE DE PM ALAGOANO EM TREINAMENTO NO MATO GROSSO

Vinte e duas pessoas foram indiciadas pela morte do soldado da Força Nacional da Polícia Militar do Estado de Alagoas Abinoão Soares de Oliveira, ocorrida durante um curso para tripulantes de helicóptero, em Cuiabá. Na manhã do dia 24 de abril, Oliveira morreu e outros três policiais passaram mal em um treinamento de flutuação do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) na região de Manso.

No mês passado, a Polícia Civil de Cuiabá pediu a prisão de cinco policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar acusados de participação na morte.

De acordo com as informações da polícia, a atividade fazia parte do 4º Curso de Tripulante Operacional Multimissão (TOM-M) e tinha como objetivo capacitar os profissionais da segurança pública para atuar em aeronaves no atendimento de ocorrências policiais, de resgate, busca e salvamento, combate a incêndio, entre outras.

Os indiciamentos referentes ao Inquérito Policial Militar, anunciados nesta quarta-feira durante uma coletiva da Polícia Militar, estão relacionados aos crimes de homicídio culposo por imperícia, prevaricação, omissão e maus tratos.

Um planejamento que pedia a indicação de instrutores para a realização do treinamento foi encaminhada ao Bope, onde os tenentes Carlos Evane Augusto e Dulcézio Barros de Oliveira foram designados para a função. No entanto, de acordo com as investigações, os tenentes responsáveis pelo curso não apresentavam a carga horária necessária que é de 240 horas.

Segundo o comandante geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Osmar Lino Farias, coordenadores do Ciopaer e instrutores do Bope que estavam no local no dia do treinamento vão responder por homicídio culposo e omissão, já que viram o que estava acontecendo e não fizeram nada para impedir.

- O indiciamento ocorreu porque alguns envolvidos excederam e outros porque viram a ação e não tomaram nenhuma atitude – explicou o coronel.

O excesso apontado anteriormente pela polícia também foi confirmado. O coronel acrescentou ainda que somente a Justiça poderá decidir se haverá advertência ou expulsão dos instrutores que atuaram no curso. Por enquanto, os militares que participaram da ação estão afastados administrativamente.

Na investigação, os elementos que auxiliaram no processo foram as imagens extraídas pela perícia técnica e uma foto entregue pela mãe de Abinoão à polícia em que mostra um soldado registrando o treinamento. As fotos analisadas estavam em um computador da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). Já o laudo pericial ainda não foi anexado ao processo e o resultado das investigações será encaminhado ao Ministério Público, que poderá pedir a prisão dos envolvidos.

Ainda faltam nove dias para o término do curso de tripulantes realizado pelo Ciopaer. De acordo com a Polícia Militar, o curso não vai ser suspenso, já que toda a equipe responsável pelo treinamento foi alterada.

FONTE: O Globo

MAJOR ESCLARECE INSTRUÇÃO DE PISTOLAS TASER NO CEARÁ

O major PM Rodrigo Wilson Melo de Sousa, que ministrou o curso para uso das pistolas taser (arma não letal que, ao invés de detonar balas de verdade, disparam dardos que provocam choques), aos alunos do curso de formação do Ronda do Quarteirão, afirmou que as imagens divulgadas pela Imprensa não se referem a nenhum método de tortura, ato excessivo ou ofensivo. “O que ocorreu é um procedimento padrão dentro do treinamento prático das armas taser, necessário e complementar a toda a disciplina”, ressaltou.

As imagens de recrutas recebendo descargas foram feitas, supostamente, por um aluno que foi afastado do curso por ter antecedentes criminais. Além dos choques, outras cenas mostram os integrantes do curso bebendo água em supostos vasilhames para cães. O aluno que fez as denúncias afirmou (anonimamente) também que estaria sendo discriminado por suas convicções religiosas.

O oficial afirmou que, todos aqueles que participaram dos procedimentos durante as aulas são voluntários. “A parte prática, você realiza com os voluntários. Se a pessoa disser que não quer participar, você não vai obrigá-lo”, salientou.

Quanto à informação de que alunos estariam bebendo água em vasilhames para cães, o oficial esclarece que as cenas não ocorreram durante as aulas ministradas por ele.

Wilson Melo ressaltou “fazer questão” que o caso seja apurado, pois não cometeu nenhuma irregularidade.

Instrutor

Com cerca de 20 anos na PM, o oficial é autor de um livro sobre tiro policial e arma de fogo, e desde 1994 é instrutor de cursos na corporação. Também é um dos cinco militares cearenses autorizados a ministrar aulas com a taser. “Tenho compromisso com a técnica, sem excessos ou desrespeito”, garantiu.

FONTE: Diário do Nordeste

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Instrutores são suspeitos de “excesso” em curso para PM’s

INTRUTORES SÃO SUSPEITOS DE "EXCESSO" EM CURSO PARA PM’s

Gravações mostram alunos em situações constrangedoras. Curso é realizado em Fortaleza e tem duração de quatro meses.

A Secretaria de Segurança Pública do Ceará começou a analisar, nesta quarta-feira (23), imagens em que alunos de um curso de formação para policiais militares aparecem em situação constrangedora. O órgão informou que ainda não recebeu os vídeos originais, porém começou a apurar o material exibido por emissoras de televisão.

A gravação, que teria sido feita por um telefone celular, mostra quando os jovens bebem água em vasilhas usadas por cães e recebem choques durante uma demonstração de arma elétrica. O curso é realizado em Fortaleza, com organização da Universidade Estadual do Ceará, e tem duração de quatro meses.

Nas imagens, o rosto dos alunos e dos instrutores não é nítido. A Secretaria de Segurança Pública pretende identificar os instrutores através da análise do local e da instrução. De acordo com o órgão, os instrutores terão de explicar os motivos dos procedimentos inadequados e excessos.
Aparentemente, segundo a assessoria, a maneira como os alunos são tratados não qualifica uma instrução adequada.

A Secretaria de Segurança Pública ainda deve abrir um inquérito administrativo e poderá encaminhar o caso para avaliação da corregedoria.

Assista o vídeo da reportagem local, AQUI

FONTE: G1

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PM’s de Alagoas investigam morte de policial da Força Nacional ocorrida em treinamento

NOTA DO BLOG: O excesso nos cursos de formação por parte de alguns intrutores é um fato existente em todo o Brasil. Nos preparam para uma guerra, mas esquecem que servimos à sociedade. Lidamos com o social, com direitos e garantias individuais, mas os nossos direitos são desrespeitados, com as constantes agressões psicológicas sofridas pelos futuros policiais. Como tratar a sociedade com dignidade, se não respeitam a nossa?! Um policial para ser mais humano é preciso ser tratado como tal, não com agressões ou humilhações.

POLÍCIA MILITAR DO RIO DE JANEIRO TREINA COM NOVAS ARMAS NÃO-LETAIS

Batalhão de Choque começa a usar este ano equipamentos como granada ‘bailarina’, spray de espuma e pistola elétrica. Tecnologia chegará a todas as unidades da capital

Escopetas com balas de borracha, sprays de pimenta, armas que emitem choques, granada que ‘dança’ pelo chão. A tecnologia não-letal invadiu o Batalhão de Choque (BPChoque) e, até o fim do ano, deve começar a ser utilizada pelos policiais também no trabalho diário. A Polícia Militar tem projeto para, até 2014, abastecer todos os 19 batalhões da capital, especializados e Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) com os equipamentos. Enquanto aguardam a chegada do material, policiais têm feito treinamentos para se familiarizar com as técnicas, que permitem desde dissipar uma manifestação até mesmo imobilizar uma pessoa.

Com uma escopeta calibre 12 adaptada para atirar balas de borracha, os policiais demonstram o impacto da munição. Apesar da variedade de tamanhos impressionantes e de calibres, as balas têm um único efeito: imobilizar o agressor através de um impacto controlado. A massa de modelar e o boneco de madeira utilizados na demonstração, alvejados a 20 metros de distância, ficaram marcados pelo que teria o efeito de um hematoma no corpo humano. Também houve testes com munição de tinta e de tinta lavável.

“Esse tipo de armamento faz parte de uma política de modernização da polícia. O uso dos equipamentos em escala gradual de força permite o controle de diversos tipos de distúrbios com ação rápida, mas sem provocar danos maiores. Cada vez mais, a polícia estará preparada para usar armamento comum somente em último caso”, disse o comandante do BPChoque, tenente-coronel Waldyr Soares.

Uma das armas também testadas pelo batalhão foi o FN 303. Semelhante a uma arma de paintball, o equipamento deverá ser usado dentro dos estádios onde acontecerão os jogos da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016 no Rio. Nas arenas esportivas, não é permitido o uso de armas letais. Fuzileiros americanos em combate no Iraque também usam o equipamento acoplado ao fuzil. Outra novidade que será utilizada nas ruas é o spray de pimenta de espuma, que permite imobilizar uma pessoa, sem que o material atinja quem está ao redor.

Em treino, recrutas viram ‘cobaias’

Recrutas do curso de formação de soldados puderam conhecer em primeira mão — e bem de perto — a nova tecnologia. Apelidado de 06, um deles recebeu o jato de espuma no rosto e mal conseguiu descrever a sensação: “Arde mesmo!”. Outros soldados levaram descarga elétrica do taser, equipamento que emite choques.

No fim da apresentação, os 50 recrutas simularam manifestação contra o BPChoque. Para controlar o tumulto, policiais lançaram uma granada lacrimogênea bailarina. O artefato rodopia enquanto lança uma cortina de fumaça, impedindo que a bomba seja chutada de volta contra a PM.

GRANDES EVENTOS ESPORTIVOS NO ALVO

PMs já fazem cursos preparatórios para atuar na Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016

De olho nos grandes eventos que o Rio vai sediar, o treinamento do BPChoque foi antecipado. PMs recebem aulas do Curso de Controle de Distúrbios Civis, que dura 45 dias e utiliza também equipamentos não-letais. Outra parte do efetivo ingressou no Curso de Operações de Choque. Mais rigoroso e com duração de quatro meses, o treinamento ensina como planejar ações e gerir situações de conflitos em áreas públicas e presídios.

A ideia é que, até 2014, seja reforçado o efetivo do Grupo Especial Tático em Motopatrulhamento. Nas equipes de motoqueiros, haverá sempre uma maleta com armamento não-letal.

Todo o equipamento que será adquirido pelo BPChoque é fabricado pela empresa Condor, com sede no Rio. Há 26 anos no mercado, ela exporta a tecnologia a 22 países e fornece armas até para missões da Organização das Nações Unidas (ONU). De acordo com a empresa, em dez anos, o aumento do uso da tecnologia não-letal cresceu 1000%. “Para o usuário, o fato de o equipamento ser testado por força especial como o BPChoque garante a excelência do produto e a confiança”, afirma Célio Pitombo, gerente comercial da Condor.

Veja o vídeo do treinamento com os alunos soldados, testando as armas não-letais, CLIQUE AQUI

FONTE: O Dia

NOTA DO BLOG: Os princípios básicos sobre a utilização da força e de armas de fogo pelos policiais, adotado pela Organização das Nações Unidas, em 1990, já recomendava aos governos o desenvolvimento de armas neutralizadoras não letais, para uso nas situações apropriadas, com o objetivo de limitar o recurso a meios que possam causar a morte ou lesões corporais. As armas não letais, dessa forma, são instrumentos desenvolvidos com o fim de provocar situações extremas às pessoas atingidas, fazendo com que estas sofram, mas não tenham grandes ferimentos ou venham a falecer. Na atual conjectura da segurança pública, a utilização de armas não letais torna-se um recurso importante em ocorrências que não coloque em risco a vida do policial, nem da sociedade.

PM’s DE ALAGOAS INVESTIGAM MORTE DE POLICIAL DA FORÇA NACIONAL OCORRIDA EM TREINAMENTO

Representantes da Corregedoria da Policia Militar de Alagoas chegam na noite desta segunda-feira em Cuiabá. Eles devem acompanhar as investigações da morte do PM Abinoão Soares de Oliveira, ocorrida em março durante um curso para tripulantes de helicóptero. No último dia 25, a Polícia Civil de Cuiabá pediu a prisão de cinco policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar de Mato Grosso acusados de participação na morte.
Os policiais de Alagoas devem acompanhar a reconstituição da morte, ainda sem data prevista.

O soldado da Força Nacional da Polícia Militar do Estado de Alagoas Abinoão Soares de Oliveira morreu e outros três passaram mal em um treinamento aquático na manhã do dia 24 de abril, em Cuiabá. De acordo com as informações da polícia, o treinamento fazia parte do 4º Curso de Tripulante Operacional Multimissão (TOM-M). O curso tinha como objetivo capacitar os profissionais da segurança pública para atuar em aeronaves no atendimento de ocorrências policiais, de resgate, busca e salvamento, combate a incêndio, entre outras.

Após o treinamento de resgate e salvamento aquático, o soldado Abinoão sofreu um mal súbito, recebeu atendimento de primeiros socorros pela equipe do Corpo de Bombeiros e Samu. Ele foi levado pelo helicóptero do Ciopaer ao Pronto Socorro Municipal de Cuiabá, mas não resistiu e morreu. Abinoão ingressou na corporação alagoana em 2002 e estava cedido para a Força Nacional de Segurança desde 2008. Segundo a assessoria de imprensa da PM, ele deixou mulher e três filhos.

As outras três vítimas foram levadas de helicóptero para o Pronto Socorro Municipal de Cuiabá. Os três foram atendidos, medicados e liberados em seguida.

FONTE: O Globo

NOTA DO BLOG: A morte do policial militar durante treinamento em curso da Força Nacional foi de grande repercussão nos veículos de informação, já que trouxe à tona a questão de abusos praticados durante treinamentos policiais. O caso não é o primeiro sobre esse tipo de ocorrência. O fato é que em alguns cursos – não afirmo que seja o que aconteceu com o policial acima, os instrutores estrapolam os limites a serem impostos a cada policial, o que ocasiona muitas vezes o sofrimento físico e mental dos policiais, quando não ocasiona lesões mais graves, ou até mesmo a morte.

MIL POLICIAIS DO RIO DE JANEIRO VÃO ESTUDAR INGLÊS E ESPANHOL, DE OLHO EM 2014 E 2016

De olho na Copa de 2014 e nas Olimpíadas de 2016, a Secretaria de Segurança colocará mil policiais, militares e civis, de volta à sala de aula, para aprender inglês e espanhol. A partir do ano que vem, a ideia é formar mil homens a cada ano, aptos a atender turistas nas ruas e delegacias.

Comandado pela subsecretária de Ensino e Programas de Prevenção da Secretaria de Segurança, Jéssica de Almeida Silva, o programa prevê que o policial possa estabelecer um diálogo objetivo com o turista que estiver atendendo.

“Ele terá que aprender a responder o que é demandando a ele, dando informações de pontos turísticos, por exemplo, mas também sobre a rede de serviços públicos. Serão um inglês e um espanhol aplicados ao prestador de serviços”, explica Jéssica, que decidirá se o curso terá embasamento básico das línguas.

O curso deverá durar um ano e meio e, caso a primeira experiência seja bem-sucedida, a expectativa é de que, a cada ano, mais policiais sejam treinados até os eventos.

FONTE: Caso de Polícia – Extra

ENQUANTO A POLÍCIA DO RIO COMEÇA SÓ NO ANO QUE VEM, OS CRIMINOSOS JÁ SE PREPARAM…

CURSO DE SISTEMA DE COMANDO DE INCIDENTES PREPARA POLICIAIS PARA COPA

A preparação dos profissionais de segurança pública que atuarão na Copa do Mundo de 2014 no Brasil já começou. A partir de segunda-feira (24), policiais militares e federais de todos os estados participam em Brasília da primeira edição do curso de Sistema de Comando de Incidentes (SCI).

A capacitação será realizada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça em parceria com a Embaixada dos Estados Unidos. A ação é executada pelo Departamento de Pesquisa, Análise de Informação e Desenvolvimento de Pessoal em Segurança Pública (Depaid).

O Sistema de Comando de Incidentes (SCI) é uma metodologia de trabalho que ajuda no atendimento de diversas situações de emergência como, por exemplo, vazamento em instalações de combustíveis, acidentes em aeroportos e vias públicas, explosão de dispositivos em estádios de futebol e atentados terroristas.

O curso é fruto de uma doutrina desenvolvida pela Guarda Costeira Americana e será dividido em duas partes: na primeira semana será ministrado o curso denominado ICS 100/200 e na segunda o ICS 300. Durante as aulas, os profissionais terão a oportunidade de conhecer ferramentas de gerenciamento de situações de emergências. Esses conhecimentos são valiosos, principalmente, em catástrofes e para garantir a resposta a incidentes em competições internacionais.

De acordo com a diretora do Depaid, Juliana Barroso, a formação em Comando de Incidentes garante que todos os órgãos de segurança se comuniquem e consigam responder com mais rapidez às demandas. “Em situações de emergência, a capacidade de organização dos órgãos na área afetada e a distribuição de tarefas são fundamentais para diminuir o tempo de resposta e, conseqüentemente, protegermos vidas, o meio ambiente e o patrimônio”, concluiu.

De 24 a 28 de maio, os participantes aprenderão os fundamentos do SCI e a metodologia para estabelecer um sistema de resposta de incidentes. Serão explicados os princípios sobre a estrutura organizacional e comando unificado, bem como a terminologia comum e métodos para melhor gerenciar os recursos.

A segunda parte será desenvolvida de 31 de maio a 4 de junho e terá como foco o treinamento de gerentes de respostas de emergência para planejar e gerenciar um incidente significativo.

FONTE: Ministério da Justiça

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